quarta-feira, 27 de março de 2013

Mais moradias da CDHU e Minha Casa Minha Vida

Secom - PMP

O prefeito de Penápolis, Célio de Oliveira, esteve com o Secretário de Estado da Habitação, Sílvio Torres, na última sexta-feira pela manhã, na cidade de São José do Rio Preto. Na ocasião o secretário autorizou a construção de mais moradias populares através da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo). "Serão entre 200 e 300 unidades, dependendo da área que a prefeitura conseguir adquirir para o empreendimento. Este acordo já ficou estabelecido e já estamos em busca de oficializar uma área para este conjunto habitacional", falou Célio. Outra notícia anunciada pelo prefeito foi a autorização de mais 324 moradias por meio do Programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal. "Neste caso as residências serão erguidas numa área próxima ao Residencial Gimenes", informou.

TJ-SP suspende desocupação na zona leste de São Paulo

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) suspendeu a reiteração de posse de um terreno no Jardim Iguatemi, na zona leste da capital, onde vivem 750 famílias de sem-teto. A desocupação, por ordem judicial a pedido do proprietário, começou nesta terça-feira (26/3) de manhã com homens da tropa de choque da Polícia Militar, que usaram bombas de efeito moral para dispersar moradores que protestavam na frente do terreno. Segundo informações não oficiais, pelo menos duas pessoas se feriram.

Segundo o prefeito Fernando Haddad (PT-SP), o secretário de Habitação do município, José Floriano de Azevedo Marques Neto, foi instruído a procurar o dono da área, Heráclides Batalha, para tentar uma solução negociada, que passaria pela desapropriação amigável do local. Batalha, porém, não teria aceito a proposta.

Diante disso, a prefeitura diz que irá publicar um decreto nos próximos dias declarando a área de utilidade pública. Ao mesmo tempo, segundo o secretário de Negócios Jurídicos, Luis Fernando Massonetto, a administração entrou com uma petição no TJ de São Paulo para suspender a reintegração.

Em nota publicada no site do TJ-SP o pedido de paralisação foi pela Secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania, Eloísa de Sousa Arruda, cumprindo determinação do Governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) a pedido da prefeitura de São Paulo. A mesma nota a operação foi paralisada pelo fato de Haddad (PT-SP) ter afirmado que assinaria "decreto de desapropriação da área, aspecto que esvaziaria o conteúdo desta ação, pela perda de legitimidade ativa dos autores. Segundo a assessoria da Presidência, o Prefeito da Capital visitaria, ainda hoje, a Presidência do Tribunal de Justiça para melhor relatar os fatos".

Histórico

Cerca de 300 moradores da área realizaram a primeira manifestação da gestão Haddad, no dia 4 de janeiro, em frente à prefeitura. O grupo foi recebido por representantes da Secretaria de Habitação que realizaram uma visita na área.

Eles afirma que o próprio Batalha reuniu há cerca de um ano moradores de bairros próximos ao local e afirmou ser o dono do terreno, incentivando a ocupação em troca de R$ 10 mil por lote. Depois, os moradores poderiam pedir a posse do terreno judicialmente, por usucapião. Aos moradores, Batalha disse que o negócio precisava ser feito dessa maneira porque não poderia vender legalmente a área de 173 mil metros quadrados.

Luciano Santos, membro da comissão do bairro, contou que depois de as pessoas se estabelecerem no terreno Batalha passou a pedir R$ 35 mil por lote, valor incompatível com a renda da maioria dos moradores. Sem acordo, ele entrou na Justiça pedindo a reintegração. "Era uma terra parada desde 1932, muito marginalizada, onde aconteciam muitas mortes. A gente não quer invadir nada. Agora a gente só quer o que foi acordado", afirmou o morador José Fernandes de Oliveira.

Vereadores cobram liberações de casas que ainda não foram entregues

Algumas das moradias já possuem infiltrações, destelhamento e vidro quebrado Cerca de 15 vereadores de Rondonópolis visitaram os bairros André Maggi e João Antônio Fagundes, para verificar o andamento das obras e a liberação das casas.

As 500 casas do bairro André Maggi já estão prontas há mais de um ano, mas ainda não foram entregues por falta água na região.

Segundo o diretor do Sanear, Themis de Oliveira, o problema do abastecimento pode ser extinto caso a segunda Estação de Tratamento de Água (ETA), for concluída ou criando poços artesianos em ponto onde a falta de água. "A população já enfrenta a falta de água aqui na região, se liberarmos a moradia, a situação vai ficar pior", explicou.

As casas do bairro André Maggi, foram licitadas pelo setor de Habitação do Estado, das 1.047 pessoas, 600 estão pré-selecionadas, aguardando a liberação.

Algumas das moradias já possuem infiltrações, destelhamento e vidro quebrado. O prazo dado pelo Sanear para a regularização do fornecimento de água é 90 dias.

Mais 24 casas do PAC Santa Felicidade serão entregues nesta quarta-feira em Maringá

Redação


Mais 24 casas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Santa Felicidade serão entregues nesta quarta-feira (27), pelas secretarias de Habitação de Interesse Social e de Assistência Social e Cidadania da Prefeitura de Maringá. Serão entregues quatro unidades no Santa Rosa, às 14h, e outras 20 no Jardim dos Pássaros, às 15h.

O PAC Santa Felicidade atende famílias com renda até três salários mínimos, e está investindo R$ 37 milhões na reurbanização do Núcleo Habitacional Santa Felicidade, que inclui a construção de 665 unidades habitacionais e obras de infraestrutura no bairro. Na atual etapa do projeto, estão incluídas 184 unidades habitacionais e a reurbanização da localidade.
O Santa Felicidade já recebeu a ampliação e reforma da Escola Municipal Benedita Natália e do Centro Municipal de Educação Infantil Vanor Henriques, construção do Centro de Referência da Assistência Social, remodelação da Praça Zumbi dos Palmares, o barracão da cooperativa de catadores de materiais recicláveis Coopercanção, o Centro de Atendimento Psicossocial Infanto-juvenil e o Centro de Convivência Comunitário.

Encerrada caravana que beneficiou mutuários da CDHU

          Desde o último sábado, todas as 499 agências do Banco do Povo Paulista (BPP) espalhadas pelo Estado disponibilizam empréstimos para o programa habitacional Casa Paulista Microcrédito aos mutuários adimplentes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). As regiões da Baixada Santista e do Vale do Ribeira foram as últimas a serem contempladas, em eventos realizados em Santos e Registro, respectivamente.
Promovida pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT), a caravana esteve presente em 14 regiões do Estado desde o dia 5 de fevereiro. Foram 16 paradas nas seguintes cidades: São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Marília, Araraquara, Bauru, Araçatuba, Franca, Barretos, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Campinas, Piracicaba, Sorocaba, Taubaté, Santos e Registro.
Vale destacar as baixas taxas de juros do programa de microcrédito gerenciado pela SERT. Os juros, de 0,5% ao mês, ou 6% ao ano, são menores do que a inflação no período.
O objetivo do governo é levar esta linha de crédito do Banco do Povo à população de baixa renda de uma maneira geral, não apenas a parcela incluída na CDHU.
Sobre a linha
de crédito
Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Habitação, o programa é destinado aos mutuários adimplentes da CDHU, inclusive aqueles que já quitaram o imóvel (neste caso, é necessário que o imóvel esteja em nome do requisitante). São R$ 105 milhões disponíveis para todo o Estado.
O objetivo da ação é oferecer empréstimos para a realização de reforma, ampliação ou adequação das moradias. A verba pode ser usada para a compra de material de construção, inclusive mão de obra, em até 50% do valor do material.
Os empréstimos variam entre R$ 200,00 e R$ 7,5 mil, que podem ser divididos em até 36 parcelas. A taxa de juros é de 0,5% ao mês - a menor entre as instituições financeiras do País.
Como participar
Entre os requisitos para participar do programa, é preciso ser mutuário da CDHU, residir no imóvel objeto do financiamento, estar adimplente com a companhia, ter renda familiar de até cinco salários mínimos, não possuir restrições cadastrais e apresentar fiador (pessoa física sem restrições cadastrais, pode ser parente de primeiro grau, desde que não resida no mesmo endereço do tomador). O requerente deve apresentar RG, CPF, comprovante de residência e cópia do pagamento.
Em caso de dúvida, o tupãense pode procurar o Banco do Povo, que funcio-na no anexo I da EE "Helena Pavanelli Porto".
Banco do
Povo Paulista
Em 14 anos de operação, o BPP concedeu mais de R$ 1,090 bilhão em empréstimos, em 300 mil operações. Atualmente, o BPP está presente em 484 municípios, com 499 unidades instaladas.
Recentemente, o programa também disponibilizou linhas de crédito exclusivas aos motofretistas e taxistas do Estado.

STF investiga líder do governo no Senado por suspeita de desvios Procuradoria pede análise da conduta de Eduardo Braga na desapropriação de




Foto: Folhapress
Eduardo Braga (PMDB-AM) no plenário do Senado Federal
Eduardo Braga (PMDB-AM) no plenário do Senado Federal
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes determinou a abertura de inquérito para investigar o envolvimento do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), em supostos desvios de recursos durante sua gestão no governo do Amazonas (2003-2010).
Mendes acolheu pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para analisar a conduta de Braga na desapropriação de um terreno avaliado inicialmente em R$ 400 mil e desapropriado pelo governo do Amazonas no valor de R$ 13,1 milhões, em 2003.
Segundo Gurgel, "verifica-se que há indícios que apontam que o senhor Eduardo Braga teria contribuído para o desvio de vultuosa quantia dos cofres do Estado do Amazonas na desapropriação de imóvel pertencente à empresa Colúmbia Engenharia".
O Ministério Público Federal vai avaliar se houve crime de formação de quadrilha, peculato e fraude de licitação.
O procurador-geral pediu a quebra de sigilo de empresas que participaram da negociação, além de depoimentos dos envolvidos e elaboração de laudos pelo Instituto Nacional de Criminalística. Após essa fase, Gurgel vai decidir se oferece denúncia contra Braga.
Além do senador, são investigados um secretário de governo, cinco servidores, um procurador do Amazonas e quatro representantes de duas empresas.
O caso começou a ser investigado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas que apontou a "presença dos fortes indícios da prática de peculato, formação de quadrilha, crimes contra licitações e falsa perícia".
Como Braga é senador, ele tem foro privilegiado e precisa de autorização do Supremo para ser investigado criminalmente.
De acordo com o Ministério Público estadual, em abril de 2003, o governo do Amazonas abriu processo de desapropriação de um terreno 703.000 m2, para a implantação de um loteamento com aproximadamente 2.000 casas populares.
O governo pagou R$ 13,1 milhões pela área, em quatro parcelas, num prazo de um mês e 20 dias.
Três meses antes dessa operação, o terreno foi comprado por duas empresas no valor de R$ 400 mil, uma valorização de 3.100%.
O governo teria seguido laudo elaborado por servidores da Secretaria de Habitação. Do total, R$ 7,3 milhões correspondiam ao valor da terra e R$ 5,6 milhões ao custo das benfeitorias necessárias. De acordo com as investigações, as benfeitorias não existiam e seriam feitas depois.
A Promotoria afirma que "mesmo diante do valor extraordinário que seria despendido pela administração pública e da evidente irregularidade no seu desembolso, o então governador Eduardo Braga editou decreto que declarou de interesse social para fins de desapropriação".
A defesa nega a participação de Braga em qualquer ato irregular e sustenta que ele agiu de boa-fé ao editar "decreto, com a crença de estar praticando ato que conta com o mais absoluto e irrestrito amparo legal."
Os advogados argumentam ainda que o peemedebista foi inocentado em três ações que investigaram se houve improbidade administrativa e que a denúncia é política. Segundo o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o terreno vale hoje R$ 80 milhões.

Cheque Mais Moradia beneficia 44 famílias de Edealina

A Agência Goiana de Habitação (Agehab) vai beneficiar 44 famílias de Edealina com a assinatura do Cheque Mais Moradia. O atendimento da equipe da Agehab será realizado nesta quarta-feira, dia 27, a partir das 9 horas. O Governo de Goiás está com 12 mil unidades habitacionais contratadas em todo o Estdo, sete mil iniciadas e outras 32 mil em contratação. Já foram entregues mais de duas mil casas na atual administração. Para o presidente da Agehab, Marcos Abrão Roriz, a iniciativa está ajudando a consolidar o maior programa habitacional já visto em Goiás.

Imóvel e carro financiados devem estar na declaração do IR





 
É preciso informar o tipo de financiamento, o valor de entrada e o total de parcelas a pagar e quitadas

Se você está pagando as prestações de um imóvel ou carro financiado, é importante declarar corretamente os valores e outros detalhes do empréstimo no programa do Imposto de Renda 2013. O primeiro passo é saber quais as fichas a serem preenchidas no formulário da Receita Federal.
Caso o bem tenha sido financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), ou dado como garantia - exemplo de hipoteca, consórcio, penhor ou alienação fiduciária - deve-se declará-lo em "Bens e Direitos", e nunca na ficha "Dívidas e Ônus Reais", como ensina Edson Lopes, especialista em gestão tributária e fiscal da Alterdata. "É preciso informar sempre as parcelas que já foram pagas, e não o valor do bem atualizado".
Para todas as outras dívidas, deve-se informar os valores a pagar em "Dívidas e Ônus Reais". É o caso dos pagamentos devidos à Receita Federal em anos anteriores, empréstimos consignados, financiamentos estudantis ou dívidas do cheque especial.
No campo 'Situação em 31/12/2012', o contribuinte deve somar o valor informado no campo anterior (Situação em 31/12/2011), mais as parcelas quitadas até o último dia de 2012. "É sempre importante, no campo 'Discriminação', colocar a forma de financiamento, o valor de entrada, o total de parcelas e o número de prestações quitadas", diz Lopes. Se o bem for um veículo, é preciso informar a marca, modelo e ano do automóvel, além do CPF e CNPJ do vendedor.
DÍVIDA QUITADA
Já se o empréstimo foi totalmente quitado no ano anterior, o contribuinte preencherá o formulário da mesma forma, informando o valor total pago no campo "Situação em 31/12/2012", orienta Sérgio Approbato Machado Júnior, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP).
INADIMPLÊNCIA
Na hipótese de o contribuinte ter ficado inadimplente quanto a algumas das parcelas de seu financiamento, elas não devem constar no valor declarado do bem no formulário do IR. "Quando o bem não tiver sido dado como garantia de pagamento, as parcela estarão declaradas, ainda como parte do financiamento, na ficha 'Dívidas e Ônus Reais'", finaliza o especialista da Alterdata.

Por: Tais Laporta

terça-feira, 26 de março de 2013

Habitação e alimentos pressionam a inflação na terceira prévia do mês

Agência Brasil


O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), aumentou 0,15 ponto percentual na terceira prévia do mês, ao atingir 0,78% ante 0,63%.

Seis dos oito grupos pesquisados tiveram elevações no índice, com destaque para habitação (de 0,04% para 0,65%). Entre os fatores que provocaram o acréscimo está a tarifa de eletricidade residencial (de -4,99% para -0,20%). No grupo alimentação, a taxa subiu de 1,39% para 1,42%. Nesse caso, a principal elevação foi verificada nas frutas (de 2,20% para 3,85%).

Nos demais grupos com acréscimos foram verificadas as seguintes variações: saúde e cuidados pessoais (de 0,53% para 0,59%), alta puxada pelos medicamentos ( 0,14% para 0,44%); vestuário (de 0,51% para 0,68%), com alta nos preços das roupas (de 0,58% para 0,71%); comunicação (de 0,40% para 0,48%) com destaque para pacote de telefonia fixa e internet (de 0,63% para 1,40%) e educação, leitura e recreação (de 0,31% para 0,32%), sob a influência do reajuste de preço de ingressos para show musical (3,02% para 3,13%).

Os demais grupos registraram decréscimos. Em transportes (de 0,78% para 0,60%), o resultado se deve à redução da taxa da gasolina (de 2,88% para 1,83%). O mesmo movimento foi observado em despesas diversas (de 0,26% para 0,19%), com a influência da estabilidade de preço dos cigarros (de 0,07% para 0,00%).

Os cinco itens que mais contribuíram para o acréscimo do IPC-S foram: refeições em bares e restaurantes (de 0,93% para 1,06%); gasolina (de 2,88% para 1,83%); tomate (de 9,31% para 9,79%); cebola (de 17,41% para 22,4%) e empregada doméstica (de 1,35% para 1,46%).

Habitação e alimentos pressionam a inflação

   
Frutas estão liderando preços que mais subiram na alimentação
Da redação, com Agência Brasil
Na terceira prévia do mês realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) aumentou 0,15 ponto percentual, ao atingir 0,78% ante 0,63%. Seis dos oito grupos pesquisados tiveram elevações no índice, com destaque para habitação (de 0,04% para 0,65%).
Entre os fatores que provocaram o acréscimo está a tarifa de eletricidade residencial (de -4,99% para -0,20%). No grupo alimentação, a taxa subiu de 1,39% para 1,42%. Nesse caso, a principal elevação foi verificada nas frutas (de 2,20% para 3,85%), seguida de saúde e cuidados pessoais (de 0,53% para 0,59%), alta puxada pelos medicamentos ( 0,14% para 0,44%).
Na sequência aparecem vestuário (de 0,51% para 0,68%), com alta nos preços das roupas (de 0,58% para 0,71%);  comunicação (de 0,40% para 0,48%) com destaque para pacote de telefonia fixa e internet (de 0,63% para 1,40%) e educação, leitura e recreação (de 0,31% para 0,32%), sob a influência do reajuste de preço de ingressos para show musical (3,02% para 3,13%).
A FGV aponta que os demais grupos registraram decréscimos. Em transportes (de 0,78% para 0,60%), o resultado se deve à redução da taxa da gasolina (de 2,88% para 1,83%). O mesmo movimento foi observado em despesas diversas (de 0,26% para 0,19%), com a influência da estabilidade de preço dos cigarros (de 0,07% para 0,00%).
Fechando o levantamento é mostrado que os cinco itens que mais contribuíram para o acréscimo do IPC-S foram: refeições em bares e restaurantes (de 0,93% para 1,06%); gasolina (de 2,88% para 1,83%); tomate (de 9,31% para 9,79%); cebola (de 17,41% para 22,4%) e empregada doméstica (de 1,35% para 1,46%).

Minha Casa, Minha Vida: moradores beneficiados por programa sofrem com rachaduras e inundações


Casa nova. Moradora mostra rachadura no condomínio Santa Lúcia, em Santa Cruz da Serra, Duque de Caxias, construído dentro do programa habitacional Minha Casa Minha VidaFoto: Eduardo Naddar / O Globo


Casa nova. Moradora mostra rachadura no condomínio Santa Lúcia, em Santa Cruz da Serra, Duque de Caxias, construído dentro do programa habitacional Minha Casa Minha Vida Eduardo Naddar / O Globo

RIO - Para quem vivia em áreas de risco, muitas vezes em barracos precários, ganhar apartamentos em conjuntos habitacionais com espaços de lazer e saneamento adequado poderia parecer solução, não fossem alguns desses condomínios verdadeiros castelos de areia, como relatam moradores de unidades do programa Minha Casa Minha Vida. A fragilidade de parte dessas construções ficou evidente semana passada, com os problemas nos prédios que receberiam desabrigados da tragédia do Morro do Bumba, em Niterói.
Nos condomínios Santa Helena e Santa Lúcia, no Parque Paulista, em Duque de Caxias, as 389 casas foram inundadas semana passada, fazendo com que muitos moradores perdessem tudo. Na segunda-feira, oito dias depois das chuvas, as pessoas continuavam limpando os estragos. Em frente aos conjuntos, havia montes de móveis que tiveram de ser jogados no lixo.
- Passei minha vida pedindo a Deus uma casa. Quando finalmente recebi, comprei todos os móveis novos. Mas veio a água e destruiu tudo - conta, chorando, a dona de casa Francisca Rabelo Gonzaga, de 52 anos. - Pior que, já tendo morado em vários bairros, alguns lugares de risco, nunca tinha passado por isso - acrescentou Francisca, que paga pela casa R$ 54 mensais à Caixa Econômica Federal, que financiou o projeto.
Os problemas, no entanto, não começaram com o temporal da semana passada. Muitas casas têm rachaduras e infiltrações, como a da doméstica Ana de Souza Silva, de 49 anos.
- Já construí uma barreira com tijolo e cimento nas minhas portas. Mas não adianta. A água passa por cima. Não sei mais o que fazer. A casa está toda rachada e mofada - diz Sidneia Fonseca da Silva.
Já em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, só em maio completa um ano que os moradores, reassentados de comunidades como Pedreira e Cidade de Deus, começaram a ocupar as 2.718 unidades em oito condomínios da Estrada dos Palmares. Conjuntos tão novos, contudo, já repletos de problemas estruturais. No Almada, uma fileira de postes tortos, inclinados no pátio onde as crianças brincam, assusta. E são muitos outros riscos. Valéria de Jesus Santos, ex-moradora de Costa Barros, mostra que estruturas de metal, como corrimãos, já estão enferrujadas e se soltando. Muitos apartamentos também enfrentam problemas de infiltração.
- Morava num barraco de madeira e não chovia tanto dentro de casa quanto aqui - afirma Valéria.
Condomínio cheio de remendos
Em Realengo, nos condomínios Ipê Branco e Amarelo, que receberam reassentados de obras em Madureira e Turiaçu, o solo irregular já denuncia que há algo de errado no terreno. Síndico do Ipê Branco (com 299 unidades), José Rodrigues Carneiro conta que os conjuntos foram entregues há quase três anos. Desde então, já apareceram rachaduras e fissuras em todos os blocos, dentro e fora dos apartamentos. Segundo moradores, são incontáveis os remendos que a construtora Patrimar realizou para tentar contornar as fissuras. Mas elas continuam aparecendo.
- Temos muito medo, porque não sabemos se estamos numa moradia segura. Entre os blocos, a drenagem é falha. Quando chove, a água empoça, entra nas casas e desce o terreno, carreando muito barro. Por causa da erosão, há tubulações de gás aparentes - diz José.
Rachaduras, além de alagamentos, também são o drama com qual convivem moradores do Bairro Carioca, em Triagem, Zona Norte do Rio, projeto da prefeitura executado com recursos do Minha Casa Minha Vida. Nas chuvas do início deste mês, a água chegou à altura dos joelhos em apartamentos do térreo, muitos deles de cadeirantes. No total, ali serão 2.240 apartamentos, 640 deles entregues até janeiro passado.
Para especialistas, problemas na qualidade das obras em programas habitacionais se repetem em todo o país. Sobre o Minha Casa Minha Vida, Adauto Lucio Cardoso, do Observatório das Metrópoles do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (Ippur/UFRJ), cita uma série de fatores que contribuem para a má qualidade construtiva, principalmente nos empreendimentos destinados à população de baixa renda. Segundo ele, não existe uma estrutura clara de fiscalização das obras, já que a Caixa Econômica Federal, responsável pelo financiamento do programa, ocupa-se mais de acompanhar os cronogramas físico-financeiros das construções, enquanto as prefeituras não estariam preparadas para identificar os problemas. Ainda de acordo com ele, o controle de qualidade fica a cargo da própria construtora.
Além disso, diz ele, com o encarecimento do preço dos terrenos no Rio, desde 2005, as empresas muitas vezes têm buscado economizar em outros itens, para conseguir manter a margem de lucro. E mesmo quando as construtoras conseguem áreas mais baratas, em vários casos não realizam as intervenções que os terrenos exigiriam.
- Ao longo da Avenida Brasil, por exemplo, são vários condomínios abaixo do nível da via. Esses terrenos precisariam de estruturas de drenagem maiores. Mas elas acabam não sendo feitas. As áreas inundam, o que pode vir a prejudicar as fundações e comprometer o solo - afirma Adauto, que conduz uma pesquisa sobre o programa do governo federal.
Na cidade do Rio, a Secretaria municipal de Habitação afirma que mantém equipes de fiscalização e manutenção, além de plantão de assistentes sociais, nos empreendimentos do Minha Casa Minha Vida. E diz que, sempre que identifica problemas ou é acionada pelos moradores, verifica as causas e, caso constate "vício construtivo", notifica a Caixa e as construtoras, para que tomem as providências necessárias.
Já a Caixa Econômica garantiu que os empreendimentos Bairro Carioca, Santa Helena e Santa Lúcia foram construídos fora da faixa de alagamento, atendendo a todas as normas de segurança. No caso de Triagem, a instituição afirma que a prefeitura já iniciou obras de drenagem, canalização e desassoreamento do Canal do Cunha, próximo ao terreno. Em Caxias, a área de engenharia da Caixa, junto com o município, iniciou trabalhos técnicos na região para identificar as causas do alagamento e evitar futuras inundações.
Além disso, foram tomadas outras medidas, como a instalação de uma agência móvel do banco próximo aos condomínios, a suspensão do pagamento das prestações do financiamento imobiliário até que sejam restabelecidas as condições de moradia e contratação de uma empresa para realizar os serviços de recuperação dos imóveis. Quanto aos prédios do Fonseca, em Niterói, que vão abrigar vítimas da tragédia do Morro do Bumba, a entidade informou que já contratou perícia técnica a fim de identificar os fatores que determinaram os problemas. O resultado deve sair em até 15 dias. Dois blocos estão sendo demolidos, e foram tomadas providências para impedir o acesso de pessoas ao local.
A instituição informou ainda que tem equipes técnicas que acompanham regularmente as obras. Com relação aos empreendimentos de Santa Cruz e Realengo, a Caixa disse que enviará equipes ao local para fazer vistorias.
Só na cidade do Rio, segundo dados da Secretaria municipal de Habitação, já foram entregues 30.199 unidades pelo Minha Casa Minha Vida até o fim de 2012. Em todo o estado, informou o Ministério das Cidades, já foram entregues 41.622 unidades do programa.

Liminar suspende remoções e obras no Morro da Providência




Comunidade Pedra Lisa, no Morro da Providência, embaixo de pedreiraFoto: Pedro Kirilos / O Globo



Comunidade Pedra Lisa, no Morro da Providência, embaixo de pedreira Pedro Kirilos / O Globo

RIO - O cearense Antônio Marcos Gomes montou uma birosca bem em frente à uma antiga pedreira que, segundo a Geo-Rio, torna toda a localidade conhecida como Pedra Lisa, no sopé do Morro da Providência, no Centro, uma área de alto risco. O comerciante mora na Pedra Lisa há 27 anos. E viu de perto a morte de uma criança, em 2001, quando um bloco de rocha desabou. Na época, a prefeitura retirou os barracos grudados na pedra e construiu um muro. Como boa parte dos moradores do lugar, ele está convencido de que o perigo ficou no passado e se recusa a sair de seu cantinho. Afinal, mora colado na Central do Brasil e numa estação do metrô. Sem falar que, em 2010, a favela ganhou uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e as redondezas de seu bar deixaram de ser um QG do tráfico do morro.
- Agora, que está tudo tranquilo, calmo, querem tirar a gente daqui. Quando era bravo, ninguém entrava aqui - argumenta Antônio Marcos.
Por conta de famílias da Pedra Lisa que procuraram a Defensoria Pública e obtiveram liminar - concedida pela juiza Maria Teresa Pontes Gazineu, da Segunda Vara de Fazenda Pública -, desde 28 de novembro de 2012, as obras do programa Morar Carioca na Providência estão paralisadas. Apenas a construção do teleférico, que vai interligar a Providência à Central e à Cidade do Samba, pode prosseguir.
Prefeitura promete casas nos arredores da favela
O risco é geral. Segundo o secretário municipal de Habitação, Pierre Batista, todas as 351 casas da Pedra Lisa têm de ser derrubadas. Pierre, no entanto, garante que as famílias que concordarem receberão apartamentos em prédios que estão sendo construídos na vizinhança, em ruas como do Livramento, Nabuco de Freitas e Cardoso Marinho. Nos novos edifícios, haverá 855 unidades.
- As pessoas não se conscientizam. É terrível. Depois, acontece alguma coisa e vão fazer cobranças ao poder público - reclama o secretário. - Além disso, já houve um atraso de quatro meses nas obras. Pretendíamos concluir o Morar Carioca na Providência no fim deste ano.
Na queda de braço com a prefeitura, a dona de casa Zeneide Maria Barroso, que lidera o grupo dos resistentes, alega que um engenheiro acionado por moradores assegurou que não há risco.
- O que queremos é que a prefeitura faça uma raspagem e chumbe a rocha. E também faça obras para melhorar as nossas casas - afirma Zeneide.
Uma opinião compartilhada pelo pedreiro Carlos José Dias, de 40 anos, que nasceu na Pedra Lisa:
- Querem tirar nosso sossego.
O paraibano Jean de Melo e Silva, há 12 anos vivendo na localidade, vê até interesses econômicos por trás da remoção:
- Com a inauguração do teleférico (deve ficar pronto no fim do mês que vem), a Providência vai atrair muitos turistas. Devem estar querendo construir um hotel no lugar das nossas casas.
Já a cearense Valdenice Brito Fernandes, que tem duas gêmeas, de 7 anos, e outra menina de 3, não se mostra tão segura. Valdenice mora há 11 anos virada para a antiga pedreira:
- Fico olhando para o topo da pedreira. Outro dia sonhei que uma pedra caía em cima da minha casa, durante um temporal e só tinha sobrado o quarto, onde eu estava com minhas filhas.
Providência: ruas com nomes
De acordo com os números oficiais, 671 famílias da Providência têm de ser removidas, por estarem em área de alto risco ou destinada a obras do Morar Carioca. Até agora, 196 concordaram com o reassentamento. Mesmo com as obras paralisadas, o prefeito Eduardo Paes publica hoje no Diário Oficial decreto que dá nomes a 39 ruas e praças da favela.
Mas o caso da Pedra Lisa não é exceção. O secretário de Habitação conta que a permanência das cerca de 150 famílias que moram na beira do rio que corta a Favela Indiana, na Tijuca, também está garantida por liminar.
Diante de impasses, Paes diz que a ação de retirar pessoas de áreas de risco é complexa:
- Aparecem políticos, ONGs... A gente precisa da compreensão das pessoas. Todas as situações que já abordamos e as que vamos abordar vão ser tratadas caso a caso, oferecendo alternativas, como imóveis do Minha Casa, Minha Vida e indenizações.

Sob suspeita, licitação para obra na favela Real Parque é suspensa em SP


Prefeitura pode anular concorrência de R$ 84 mi após denúncia de direcionamento no edital
Processo, iniciado na gestão anterior, havia sido vencido pelo consórcio OAS-Constran e estava na reta final

Uma concorrência estimada em R$ 84 milhões foi suspensa pela Prefeitura de São Paulo por suspeita de direcionamento no próprio edital.
A licitação trata de obras de urbanização da favela Real Parque, no Morumbi, zona oeste. O resultado das propostas havia sido divulgado na semana passada pela Secretaria de Habitação. Faltavam só trâmites finais (adjudicação e homologação) para a assinatura do contrato.
Uma portaria, assinada na última sexta-feira pelo secretário especial da Controladoria-Geral do Município, Mário Vinicius Spinelli, ordenou a "suspensão imediata" da concorrência, segundo ele, "com o objetivo de analisar as condições de competitividade". No despacho, ele ainda determinou a criação de auditoria sobre o caso.
A melhor proposta havia sido apresentada pelo consórcio OAS-Constran no valor de R$ 82,9 milhões, um pouco abaixo do estimado.
No segundo lugar, havia ficado a EIT Engenharia, com proposta de R$ 83,1 milhões.
As outras duas concorrentes, BLK Construções e Construbase Engenharia, tinham sido declaradas inabilitadas pela comissão de licitação em fevereiro deste ano.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) informou que tomou a decisão de suspensão após investigar denúncia de direcionamento.
"De posse de tal informação, a CGM (controladoria-geral) aprofundou os exames e identificou preliminarmente que o edital continha exigências aparentemente não usuais, de forma injustificada, principalmente quanto à qualificação técnica dos participantes", disse a assessoria.
ANULAÇÃO
De acordo com a prefeitura paulistana, a decisão tem "caráter preventivo e visa verificar as condições de competitividade da licitação, averiguando se o edital contém cláusulas de caráter restritivo de forma injustificada, o que, caso constatado, poderá gerar a sua nulidade".
Segundo a Folha apurou, é grande a chance de anulação de toda a licitação. As cláusulas sob suspeita favoreceriam grandes empresas que tenham feito trabalhos específicos no setor de habitação, o que restringiria a disputa.
O processo de concorrência começou em novembro de 2012, na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), e estava sendo finalizado agora, com o novo governo.
A Folha procurou as empresas envolvidas na concorrência. A assessoria da OAS não respondeu até o fechamento desta reportagem.

Estado libera R$ 54 milhões para 1.800 moradias em Santos

Unidades habitacionais são destinadas às famílias em situação de risco social, com renda familiar de até três salários mínimos
O Governo do Estado repassou R$ 54 milhões para a construção de 1.800 moradias em Santos. O anúncio foi feito sábado pelo governador Geraldo Alckmin. O aporte do Governo do Estado de São Paulo, equivalente a R$ 30 mil por unidade habitacional, será feito a fundo perdido.

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Serão beneficiadas famílias em situação de risco social, com renda familiar de até três salários mínimos. O repasse será feito por meio da agência de fomento habitacional Casa Paulista, da Secretaria da Habitação. Os conjuntos Caneleiras e Tancredo Neves serão construídos pela Prefeitura de Santos, em parceria com Governo Federal.

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Segundo o secretário da Habitação, Silvio Torres, serão 1.120 unidades no Conjunto Tancredo Neves III e outras 680 no Conjunto Caneleiras 4. "Esses dois empreendimentos vão contar com aporte do Governo do Estado e vão ter alto alcance social", disse.

O aporte do Governo do Estado visa reduzir a contrapartida do município e, assim, viabilizar a produção dos empreendimentos, onerados com os custos de licenciamento ambiental e regularização fundiária da região.

Do Portal do Governo do Estado

Construtora põe prédios abaixo e entrega de residências é adiada

Daniel Braga

Caixa informa que responsabilidade sobre obra é da construtora. Desabrigados das chuvas só terão as chaves de imóvel no Fonseca após Prefeitura receber os pareceres

A Prefeitura de Niterói aguarda a apresentação de três laudos técnicos para determinar a data de entrega dos apartamentos do conjunto habitacional Zilda Arns I e Zilda Arns II, no Fonseca, aos desabrigados das chuvas de 2010 da cidade. ?Um documento será produzido pela Caixa Econômica Federal, outro pela construtora e um terceiro pela seguradora. Esses pareceres deverão nos certificar da total segurança das estruturas para, assim, entregarmos os imóveis à população?, enfatizou Marcos Linhares, secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária.

Previsto, inicialmente, para ter suas primeiras unidades habitacionais entregues a partir do dia 6 de abril, o novo prazo agora deverá observar o período de 30 dias para conclusão dos laudos, conforme sustentado pela Superintendência da Caixa de Niterói no último fim de semana, quando os dois prédios do empreendimento com rachaduras que comprometiam suas estruturas começaram a ser demolidos.

Sobre o Zilda Arns I e II, a Caixa Econômica Federal já informou que a responsabilidade técnica e financeira da obra é da construtora ou da seguradora. As intervenções deverão ser retomadas apenas depois da apresentação do laudo dos técnicos do banco, o que definirá também o novo cronograma do projeto.

Nesta segunda-feira, funcionários da Imperial Serviços Ltda estiveram no canteiro de obras, pela manhã, acompanhando a demolição de um dos blocos do Zilda Arns II, feita por uma retroescavadeira. Através da seguradora, a empresa arcará com a reconstrução dos imóveis se comprovado como motivo dos danos o excesso de chuvas dos últimos dias.

De acordo com a empreiteira, um segundo bloco deverá ser derrubado até sexta-feira, mas mesmo com o processo de reconstrução as obras ainda estariam dentro do prazo, tendo previsão de serem concluídas em julho.

Para o engenheiro especialista em inspeções prediais, David Gurevitz, cada imóvel do empreendimento, agora, deve ser vistoriado. Isso para que se tenha certeza da não ocorrência de problemas em outros espaços?, defendeu.

Vários problemas podem ter ocasionado as rachaduras, entre esses, o terreno não me parece ter sido compactado corretamente e ele parece permitir passagem de água. É preciso reavaliar o projeto e solicitar um estudo de solo, sublinhou o perito.

O Zilda Arns abrigará 89 famílias alojadas no 3º Batalhão de Infantaria (BI) e outras 17 do prédio inacabado de Riodades. As demais 314 habitações serão destinadas aos cadastrados na Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária.

Os primeiros beneficiados do empreendimento na cidade deverão ser moradores de áreas de risco na abrangência do Fonseca, Tenente Jardim, Baldeador, Barreto e Engenhoca.

Ao todo, o conjunto habitacional totaliza um investimento de R$ 22 milhões para a construção de 454 apartamentos, divididos em 11 prédios. Cada prédio a ser demolido possui um custo de R$ 2 milhões.

Mesmo em estado de espera pelos laudos técnicos, o secretário municipal Marcos Linhares assegurou que, nos próximos dias, será lançado o primeiro plano municipal de habitação popular da cidade, prevendo a construção de 5 mil residências no município até o fim de 2016, a partir de um investimento de, aproximadamente, R$ 375 milhões, obtidos junto ao governo federal.

O FLUMINENSE

Prefeitura de SP suspende licitação de obras de urbanização de favela

A suspeita é a de que houve direcionamento no próprio edital.
Parte da comunidade foi destruída por um incêndio em 2010.
Do G1 São Paulo
A Prefeitura de São Paulo suspendeu licitação de obras de urbanização da Favela Real Parque, na Zona Sul da capital paulista. A portaria, assinada pelo controlador-geral do município, Mário Spinelli, foi publicada no sábado (23) no Diário Oficial do Município.
A suspeita é a de que houve direcionamento no próprio edital. A portaria determina ?à Secretaria Municipal de Habitação a instauração de apuração preliminar [...] com o objetivo de analisar as condições de competitividade do edital de concorrência 19/2012-SEHAB, processo 2012-0.319.077-4.
Parte da favela foi destruída por um incêndio em 2010. No ano seguinte, a Prefeitura construiu apartamentos populares para 140 famílias atingidas. As residências têm 55 m², dois quartos, sala, cozinha, banheiro e varanda.

Haddad suspende licitação feita por Kassab

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), suspendeu licitação do antecessor, Gilberto Kassab (PSD), para construção de moradias para a população de baixa renda por suspeitas de direcionamento, conforme ato publicado no "Diário Oficial do Município" de sábado. O contrato, de R$ 83 milhões, iria para o consórcio formado pelas construtoras OAS e Constran.

A Controladoria-Geral do Município de São Paulo verificou, em análise preliminar, a "situação de potencial restrição à competitividade" da licitação aberta por Kassab em 28 de novembro de 2012 para a segunda etapa da construção de unidades habitacionais no Real Parque, feito com dinheiro da Operação Urbana Água Espraiada, para abrigar as famílias retiradas de favelas da região. O secretário municipal de Habitação à época era Ricardo Leite, um dos homens de confiança de Kassab.

A análise da concorrência partiu de denúncia à Guarda Metropolitana Municipal (GCM) sobre um suposto favorecimento. "A CGM aprofundou os exames e identificou preliminarmente que o edital continha exigências aparentemente não usuais, de forma injustificada, principalmente quanto à qualificação técnica dos participantes", informou a controladoria, sem entrar em detalhes.

A abertura dos envelopes de habilitação das empresas ocorreu no dia 29 de janeiro, já sob a nova gestão, e a divulgação do valor das propostas foi feita no dia 15 de março. Segundo a Secretaria Municipal de Habitação, 26 empresas adquiriram o edital, dez efetuaram a visita técnica e quatro participaram do certame, enviando envelopes e propostas de preço. Apenas o Consórcio OAS-Constran e empresa EIT Engenharia SA foram habilitados.

O consórcio OAS-Constran cobrou o menor preço pelo serviço, R$ 82,99 milhões, e venceu a licitação. A Secretaria de Habitação tinha orçado a obra em R$ 84,63 milhões, em valores atualizados.

Segundo a controladoria, a suspensão da assinatura do contrato "tem caráter preventivo e visa verificar as condições de competitividade da licitação, averiguando se o edital contém cláusulas de caráter restritivo de forma injustificada, o que, caso constatado, poderá gerar a sua nulidade".

O Valor tentou contato com as assessorias da OA e da Constran na noite de ontem, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O ex-prefeito Kassab, que tem procurado evitar atritos com o sucessor, apoiou a medida do petista. "Se existe alguma informação sobre direcionamento, ele faz bem em suspender e investigar", afirmou.

Minha Casa Minha Vida gera impacto de 0,8% no PIB

Leonardo Corrêa: "O financiamento imobiliário e o Minha Casa Minha Vida trouxeram um grande impulso ao mercado"


O sonho da casa própria está se tornando realidade para milhões de brasileiros. Até dia 4 de fevereiro, foram entregues pouco mais de um milhão de unidades habitacionais no programa Minha Casa, Minha Vida. O crescimento não deve parar por aí. Ano passado, foram contratadas mais de 817 mil unidades habitacionais, número que engloba todas as modalidades do programa. A meta é contratar ainda 700 mil unidades em 2013, segundo a assessoria de imprensa do Ministério das Cidades. A iniciativa tem estimulado uma longa cadeia, de construtoras a fabricantes de materiais de construção. Segundo o governo, mais de 2.000 construtoras já contrataram pelo programa. Em 2012, de acordo com dados do Ministério das Cidades, a iniciativa gerou um impacto estimado em cerca de 0,8% do PIB e garantiu a geração de aproximadamente 1,4 milhão de postos de trabalhos formais. O programa do governo federal representou um impulso para o negócio das construtoras que atuam na área. Na MRV, mais de 80% do Valor Geral de Vendas (VGV) está ligado à iniciativa. No início da década passada, a média anual de apartamentos que a empresa trabalhava girava em cerca de duas mil unidades. Nos últimos dois anos, com o programa, esse número saltou 20 vezes e chegou a 40 mil unidades por ano. "O financiamento imobiliário se tornou mais acessível e o Minha Casa Minha Vida trouxe um grande impulso ao mercado", diz o diretor de relações de investidores e finanças da MRV, Leonardo Côrrea. O número de colaboradores da empresa também cresceu: passou de 12 mil nos canteiros de obras em 2010 para 36 mil em 2012. São Paulo e Minas Gerais são os dois maiores mercados em volume de lançamentos da MRV. "O interior de São Paulo tem uma penetração muito grande de volume de lançamentos", diz Corrêa. Atuar no programa envolve uma cuidadosa gestão diária de custos para que o orçamento não tenha estouros. "O processo se tornou mais industrial nos canteiros e também reforçamos a preocupação com a execução, para que os prazos sejam cumpridos, porque atrasos são muito ruins para nossos clientes", destaca. Na prática isso significa que, enquanto a construtora espera o financiamento com os bancos públicos, ela já começa a preparar o terreno em que será erguido o conjunto habitacional. Assim, quando o contrato é assinado, a obra pode sair mais rápida. "Isso significa que precisamos ter um caixa mais alto para esse início de obra para preparar o terreno e adiantar as coisas, para que a obra saia no tempo previsto", frisa Corrêa. O público que adquire a moradia popular é exigente. Há um cuidado especial nas construtoras. "Esse público não pode errar e quer concretizar o sonho de vida. Por exemplo, aqui damos atenção especial às áreas externas dos conjuntos, valorizando jardins", diz o executivo da MRV. A internet é uma ferramenta importante para atingir o público. A MRV criou um canal de chat com atendentes disponíveis todos os dias em qualquer horário. Assim o cliente pode sanar dúvidas e os interessados ainda têm à disposição uma calculadora para saber se podem financiar seu imóvel pelo programa. O programa Minha Casa Minha Vida e a ascensão social têm feito crescer os negócios da UBV, que fabrica vidros planos para o setor de habitação popular. Dois segmentos têm sido impulsionados: o de box para banheiros e o de móveis com vidro. "Como se trabalha com cômodos menores, o vidro dá sensação de maior espaço e leveza", diz o presidente da empresa, Sergio Minerbo, que frisa que o box de vidro é um objeto de desejo nas classes mais populares, por representar uma evolução. Antes os clientes usavam uma cortina de plástico ou um box de plástico. "O setor de construção popular está muito ativo", afirma. A UBV produz cerca de 250 toneladas por dia de vidro plano e importa cerca de 5% da China para atender aos pedidos. Está em estudo a ligação de um segundo forno. Minerbo diz que a empresa tem notado um aumento das vendas de esquadrias já montadas para distribuidoras que as revendem diretamente para as construtoras e uma queda da parcela comercializada com as vidraçarias. "Isso indica a industrialização dos canteiros de obras das construtoras que atuam na área, como são moradias de custo mais baixo, ter o orçamento na mão é essencial e ter um canteiro industrializado facilita", afirma. O superintendente da Associação Brasileira da Indústria do Vidro (Abividro), Lucien Belmonte, diz que é difícil mensurar os impactos do programa sobre a atividade da indústria. "Tem havido um aumento do consumo por parte da construção civil e uma mudança no perfil do uso, com as classes mais baixas usando mais vidro, mas não dá para saber quanto disso é do programa Minha Casa Minha Vida no fornecimento de vidro plano para a indústria de construção", diz Belmonte. Um desafio do programa é avançar nas maiores regiões metropolitanas, onde a valorização imobiliária tem dificultado que projetos sejam enquadrados dentro do Minha Casa Minha Vida. A cidade de São Paulo - que detém o maior déficit habitacional do país com estimativas de falta de cerca de um milhão de moradias e um crescimento vegetativo que impõe a necessidade de construção de 30 mil moradias por ano - é um exemplo. "O projeto Minha Casa Minha Vida tem muitas dificuldades aqui. Talvez, para acelerá-lo, fosse preciso a discussão de mais subsídios, seja do governo do Estado, seja da prefeitura, porque não se consegue acesso a terrenos nas áreas metropolitanas mais centrais", diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sergio Watanabe. O maior problema está nos imóveis da faixa 1, voltados aos que ganham até R$ 1600 por mês. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério das Cidades, o ritmo de contratação da faixa 1 é satisfatório no Brasil. "As contratações para famílias com renda mensal de até R$ 1.600,00, nas modalidades onde o governo subsidia em pelo menos 90% do valor da unidade habitacional, correspondem a aproximadamente a 45% do total contratado. No geral, não há atrasos de projetos", informa.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Programas de infraestrutura terão efeito para próxima década, diz Mantega

O ministro classificou o programa de infraestrutura apresentado pelo governo como sendo 'ambicioso'

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse há pouco que o programa de infraestrutura apresentado pelo governo é "ambicioso". Ele citou, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para tratar da unificação do ICMS interestadual, vários projetos de logística lançados pelo governo nos últimos meses. "Temos 7,5 mil km de rodovias. São 99 lotes leiloados este ano", mencionou, acrescentando que os leilões vão começar em abril e terminarão no fim do ano.

Além disso, ele disse que há leilões para 10 mil km de ferrovias, para investimentos nos portos, para o Trem de Alta Velocidade (TAV) e aeroportos. "São R$ 242 bilhões para logística", calculou. Isso vai "melhorar muito", conforme o ministro, o escoamento de safra, da produção brasileira. "Vai facilitar muito o comércio internacional, que cresceu muito nos últimos anos, e vai baratear muito os custos que ainda são elevados no brasileira", considerou.

Mantega citou ainda que o projeto conta com uma "parte importante" de energia elétrica. "São R$ 148 bilhões para novas concessões que serão viabilizadas nos próximos meses", afirmou. Ele disse esperar "investimentos importantes" na área de petróleo e gás. "No total são R$ 478 bilhões que vão revolucionar a infraestrutura brasileira nos próximos anos, décadas", previu.

O ministro disse que o governo ainda vai implantar novos programas para que o Brasil possa se equiparar a países como a China, que fez muitos investimentos nos últimos anos. "Temos que seguir este exemplo", sentenciou. O ministro disse também que o governo recentemente modificou a legislação das Parcerias Público-Privadas (PPP).

Segundo ele, trata-se de um instrumento importante para estados e municípios. Ele mencionou que houve um aumento do limite de comprometimentos dos Estados com essa modalidade, de 1% para 5% da receita líquida. "Os Estados poderão celebrar mais contratos e reduzimos tributos que incidem sobre PPP. Portanto, mais uma facilidade tributária."

Fonte: O Estado de São Paulo

Prévia da inflação oficial vem mais fraca em março e sobe 0,49%

Com o resultado anunciado, o IPCA-15 acumula taxas de 2,06% no ano e de 6,43% nos últimos 12 meses, até março

RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,49% em março, após subir 0,68% em fevereiro. O resultado, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que esperavam inflação entre 0,43% e 0,63%, mas abaixo da mediana projetada, de 0,54%.

Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula taxas de 2,06% no ano e de 6,43% nos últimos 12 meses, até março.

A forte desaceleração no ritmo de aumento de preços do grupo Educação contribuiu para frear a inflação medida pelo IPCA-15 em março.

Os gastos com educação passaram de uma alta de 5,49% em fevereiro, devido ao movimento sazonal de reajuste de mensalidades escolares, para um aumento de 0,50% em março.

Alimentos

O grupo Alimentação e Bebidas desacelerou o ritmo de alta na passagem de fevereiro para março, mas continuou a pressionar a inflação medida pelo indicador. A alta de preços, que saiu de 1,74% para 1,40%, ainda foi a maior taxa, em termos porcentuais, registrada entre os nove grupos pesquisados.

O resultado foi uma contribuição de 0,34 ponto porcentual para a taxa de 0,49% do IPCA-15 de março, o equivalente a 69% da inflação do mês. Itens importantes no orçamento das famílias ficaram mais caros, como o feijão carioca (11,68%), ovos (7,66%), farinha de trigo (6,33%), farinha de mandioca (5,72%), frutas (2,54%), macarrão (2,42%), frango (1,80%), pão francês (1,77%) e refeição fora de casa (1,23%).

Fonte: O Estado de São Paulo

quinta-feira, 21 de março de 2013

Caixa defende aumento do limite para compra de imóveis com o FGTS

A proposta é de que o limite seja elevado de R$ 500 mil para R$ 750 mil, disse o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda

BRASÍLIA - O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, defendeu nesta quarta-feira, 20, a elevação no limite para compra de imóveis com recursos do FGTS, que está em R$ 500 mil. "A Caixa acha que é importante que a gente reveja sim. O potencial no Brasil para crédito imobiliário é muito grande, podemos chegar 10% do PIB em curto espaço de tempo. É importante que se tenha incentivo para isso. O ministro Guido Mantega já conversou com os bancos e lidera essa discussão", afirmou.
 Durante lançamento de um datacenter em conjunto com o Banco do Brasil, Hereda disse ainda que as duas instituições têm conversado muito sobre integração nas áreas de infraestrutura e logística. "O BB e a Caixa têm muito que economizar em questão de compartilhamento. Desde segurança e transporte de valores até outras questões, como suprimentos de materiais. Estamos conversando com o pessoal de operações do BB para ampliar essa experiência", afirmou. As duas instituições já compartilham terminais eletrônicos e datacenter.

Juros


Hereda também afirmou que a instituição avalia que a taxa básica de juros seguirá no patamar de 7,25% ao ano ainda por um tempo. "Nas nossas projeções, o aumento da taxa básica não está tão próximo assim. O mercado está precificando isso, mas a Caixa não está. E isso não está mexendo com a captação da gente", afirmou. Ou seja, a Caixa não trabalha com possibilidade de alta da Selic em curto espaço de tempo.

Hereda disse ainda que a possibilidade de nova redução dos juros praticados pelo banco, depois dos cortes realizados desde abril do ano passado, vai depender de ganhos de eficiência e produtividade. O presidente da Caixa disse ainda que a instituição terá sempre "as melhores taxas do mercado, seja em que ambiente for".

Fonte: O Estado de São Paulo

Limite do FGTS na casa própria pode ter aumento

Governo volta a discutir a elevação do teto do fundo de garantia para compra de imóveis de R$ 500 mil para R$ 750 mil

De olho no aumento do crédito para estimular o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica reabriu as discussões para aumentar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor máximo dos imóveis que podem ser comprados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O aumento do limite foi pedido por dirigentes de bancos privados ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. O teto de R$ 500 mil ficou superado pela valorização dos imóveis nas grandes capitais, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e é visto como uma forte restrição ao aumento do crédito imobiliário nos bancos privados.

Mantega pediu à área técnica do governo para fazer uma análise da proposta e do seu impacto sobre os recursos do FGTS e dos preços dos imóveis. Segundo apurou o Estado, o ministro da Fazenda - que até há pouco tempo tinha restrições ao aumento - agora se mostra "sensível" aos argumentos apresentados por banqueiros e pelo setor da construção civil.

Na área técnica, há uma grande preocupação, no entanto, com o risco de a medida se transformar num fator de pressão de alta dos preços dos imóveis. No início de dezembro do ano passado, as construtoras pressionaram o governo para incluir a elevação do limite no pacote de medidas para a construção civil, mas a proposta foi vetada pelo Ministério da Fazenda. Mesmo depois do anúncio, que contou com a desoneração da folha de pagamentos da construção civil, o setor continuou pressionando o governo para fazer a mudança.

Diálogo. Desde o anúncio do pacote, o tema ficou "congelado", mas agora voltou a ganhar força, porque está em curso um diálogo mais intenso do governo com os bancos privados. Depois dos embates no ano passado, de ambas as partes, em torno da retomada lenta da oferta do crédito e da queda dos juros dos financiamentos bancários, o clima é mais favorável. A equipe econômica tem atendido vários pleitos dos bancos para conseguir apoio aos investimentos na área de infraestrutura.

Na semana passada, por exemplo, o Conselho Monetário Nacional (CMN) flexibilizou as novas normas regulatórias para o sistema financeiro nacional, conhecido como Acordo de Basileia 3. Os bancos privados também terão recursos do Tesouro Nacional para oferecer crédito mais barato às empresas que ganharem as concessões de infraestrutura. Também liberou R$ 15 bilhões dos depósitos compulsórios do Banco Central para os financiamentos em investimentos. "O diálogo está bem menos tensionado", disse uma fonte do governo.

O aumento do teto do FGTS para a compra dos imóveis também pode ajudar os novos lançamentos imobiliários nas grandes cidades. O setor, após um grande volume de lançamentos, está com carteira menor, o que pode afetar negativamente o desempenho ao longo de 2013 e em 2014, último ano do governo Dilma Rousseff. Se não há grandes lançamentos em um ano, o seguinte fica fortemente afetado. E, como o setor é importante para o investimento e o emprego, há urgência para que os projetos congelados em 2012, por conta da desaceleração da economia, saiam agora da gaveta.

Fonte: O Estado de São Paulo

quarta-feira, 20 de março de 2013

Investimento em imóveis pode garantir sua aposentadoria

O investidor brasileiro é conservador. Inflação alta durante décadas, planos econômicos mal sucedidos, alteração das regras do jogo e perda do poder de compra são alguns dos fatores que justificam a preferência pelo investimento em imóveis. O sentimento de posse, a concretude do bem, a percepção de que não há plano econômico que possa tirar esse patrimônio, explicam a escolha.

COMO INVESTIR


A maneira mais tradicional de investir é comprar imóveis residenciais, comerciais, terrenos, galpões, e alugá-los assegurando uma renda mensal. Como isso exige muito capital para a aquisição e manutenção desses imóveis, impede que pequenos e médios investidores participem desse mercado.

A escolha requer envolvimento direto e intenso do investidor na gestão da carteira de imóveis, mesmo que haja uma empresa contratada para fazer a administração dos contratos de aluguel.

Editoria de Arte/Folhapress


O investidor dispõe de outra forma de acessar esse mercado com menos dinheiro e trabalho: comprando cotas de fundos imobiliários. Diversos tipos de fundos permitem ao investidor montar uma carteira diversificada e reduzir os riscos, já que existe uma gestão profissional que seleciona os imóveis e contratos de locação para compor o patrimônio do fundo.

O fundo imobiliário mais adequado para investidores que desejam um fluxo estável de rendimentos são os com perfil de renda. Os fundos que investem em shopping center, por exemplo, compram imóveis, alugam para lojistas e distribuem a renda líquida dos aluguéis aos cotistas.

Existem fundos que exploram o segmento de lajes e galpões: compram lajes corporativas com escritórios de alto padrão e galpões industriais, alugam para empresas de grande porte e distribuem a renda para os cotistas. Eles tendem a apresentar os melhores índices de liquidez.

RISCOS

Investimentos em imóveis não são livres de risco, independentemente da forma de investir. Você estará exposto ao risco de inadimplência ou vacância, quando o imóvel perde o inquilino e não consegue substituí-lo imediatamente ou em condições favoráveis. O empreendimento, ainda em construção, pode não ser bem-sucedido como se esperava. A diminuição da taxa de ocupação imobiliária e a queda do preço dos imóveis também são eventos desfavoráveis.

A baixa liquidez, típica no investimento em imóveis, é outro risco que deve ser considerado. Não é simples vender um imóvel, não pelo preço justo de mercado, com boas condições de pagamento. O mercado de fundos imobiliários não é diferente.

Alguns fundos apresentam baixo volume de negociações, dificultando a venda e impedindo a formação do valor das cotas de forma transparente e justa. O trabalho competente da gestão profissional dos fundos imobiliários pode reduzir, mas não afasta os riscos citados.

RENTABILIDADE
Investimento em imóveis deve ser considerado como sendo de renda variável. Não tão volátil quanto o mercado de ações, mas não tão previsível quanto o de renda fixa.

São duas as fontes de ganho do investidor: os rendimentos, provenientes da renda de aluguéis durante o período da posse do imóvel; e o ganho de capital, obtido na venda do imóvel ou das cotas do fundo imobiliário.

Casa Propria: Cuidados para que sonho não vire pesadelo

É preciso checar informações sobre o dono do imóvel e as construtoras  Fria. Se imóvel tiver sido dado como garantia, por exemplo, comprador pode ter problemas no futuro.

Antes de assinar o contrato de compra e venda sonhada casa própria, o comprador deve checar a idoneidade do vendedor e procurar saber se há algum tipo de impedimento para a comercialização. "Para a maioria das pessoas, o imóvel é a maior aquisição que pode ser feita durante a vida. Logo, é necessário cuidados e uma série de documentos", observa o advogado especialista em Direito Imobiliário, Ricardo Alvim.

No caso de um imóvel usado, ele aconselha a verificar a situação dos débitos do atual proprietário no condomínio, já que as dívidas podem levar à perda do imóvel. "Para evitar problemas, é preciso solicitar a declaração negativa de débitos condominiais, assinada pelo síndico e acompanhada pela ata que elegeu o síndico", diz.

No caso de dívida do atual proprietário com a Receita Federal, o adquirente, mesmo de boa-fé, pode perder o imóvel, se a dívida já for ativa. "Nesse caso, o comprador vai ter que ingressar na Justiça contra o proprietário do imóvel para recuperar o que foi pago. E isso não é rápido, leva tempo", diz.

O corretor da RE/MAX Ouro e também advogado Paulo Viana afirma que, quanto mais certidões do imóvel e do atual proprietário o comprador tiver, maior a segurança. "É necessário saber se o proprietário pode realmente vender o imóvel. Afinal, há impedimentos legais, que acontecem nos casos de execução, interdição, penhora, entre outros".

Logo, o interessado no imóvel tem que obter certidões nas esferas cível, trabalhista e fiscal da pessoa física. Uma das recomendações simples é verificar se o CPF, no caso de pessoa física, está regular. No caso de construtoras, a saúde financeira deve ser avaliada.

O proprietário da Céu-Lar Netimóveis, Fernando de Magalhães Júnior, ressalta que a compra de um imóvel é complexa, daí a necessidade de uma vasta documentação, que vai variar se o imóvel será comprado de uma pessoa física ou jurídica, entre outras particularidades. "Um imóvel pode ser dado como garantia de dívida, pode ser penhorado. Não é só olhar a localização, as características do imóvel e comprar, é necessário fazer um estudo", diz.


Em razão dos detalhes que envolvem a compra de um imóvel, ele aconselha a ajuda de um profissional especializado. Júnior ressalta que o corretor de imóveis tem responsabilidade sobre a venda e, inclusive, pode responder por perdas e danos, em caso de problemas, de acordo com o Código Civil.

terça-feira, 19 de março de 2013

Nosso Mercado e o vínculo empregatício

Não contesto direitos trabalhistas até porque meu falecido pai era Juiz do Trabalho. Mas me preocupa a generalização da discussão sobre o vínculo empregatício dos corretores de imóveis junto às imobiliárias, sem uma fria e isenta análise do nosso mercado pelos sindicatos envolvidos.

Hoje no Brasil, 90% ( ou mais) das imobiliárias são consideradas pequenas e têm em sua constituição societária, ex corretores autônomos. Essas imobiliárias possuem em média em sua estrutura funcional, uma secretária/atendente e entre três a seis corretores, que lá atuam buscando a oportunidade para trabalhar no mercado, em uma condição que não lhes acarretem custos. Procuram esse espaço por não possuírem recursos financeiros para assumiram uma posição mais agressiva para fazer frente a um mercado agora amplamente pulverizado. Essa é a realidade do mercado imobiliário brasileiro.

Comemorar decisões do judiciário com relação ao vínculo empregatício, pode ser "um tiro no próprio pé" dos corretores de imóveis. Para as grandes imobiliárias, com mais recursos e vgv expressivos, isso não seria problema, pode até ser solução. Na crônica falta de mão de obra qualificada, elas teriam à sua disposição corretores ávidos por um emprego, já que 90% das imobiliárias citadas diminuiriam drasticamente suas equipes de corretores, simplesmente pela falta de estrutura financeira para suportar os encargos que envolveriam a contratação via CLT da equipe de corretores.

É muito importante uma ampla discussão sobre essa situação que envolve uma massa trabalhadora que gira, hoje, em torno de 200 mil corretores. O mercado segurador pode ser uma grande referência para nós.

Não podemos pensar em "vitórias", mas sim em soluções que mantenham a saúde dos nosso mercado.

Por *Haldane Teixeira - Fundador & CEO da Rede Morar, companhia fundada em 2005, onde foi iniciada no ano de 2010 sua expansão nacional. Hoje já possui escritórios em SP, MG , RJ ,RS e DF. Em Fevereiro de 2013, chegou a marca de 1.664 pontos de venda entre empresas sócias, imobiliárias, corretores autônomos licenciados e credenciados.

Para revender ou alugar, produto representa uma boa oportunidade de renda extra

Rio -  Quando pensamos no aquecimento do mercado imobiliário brasileiro, a primeira ideia que nos vem à cabeça é a do volume de lançamentos dos últimos anos. No entanto, a comercialização de imóveis usados, ou avulsos, também está muito movimentada, e apresenta boas oportunidades para quem quer investir neste tipo de produto.
Condomínio Bora Bora, na Barra, possui unidades à venda | Foto: Divulgação
Corretor de imóveis há mais de 30 anos, Renato Teixeira diz que a estabilidade da economia brasileira favorece a prática de comprar um imóvel antigo, fazer uma reforma, e o revender por um valor mais alto. “Até mesmo no mercado americano, onde há uma crise econômica, essa modalidade está indo bem”, comenta Teixeira.
Romulo, da Champions: boa opção | Foto: Divulgação
De acordo com Romulo Aquino, diretor da Champions Consultoria Imobiliária, os usados também são os preferidos por quem deseja se mudar imediatamente, para não pagar mais aluguel, ou por mudanças sofridas na estrutura familiar. “Geralmente, o imóvel ficou pequeno demais, porque a família cresceu, ou grande demais, porque os filhos se casaram”, explica Aquino.

Financiamentos diferentes

Para Sandro Santos, diretor da Sawala Imobiliária, além da vantagemde pagar o financiamento já morando, os imóveis avulsos são ideais para quem compra já pensando em alugar e, assim, gerar uma renda extra. “Já tivemos casos em que o cliente escriturou um imóvel com outro cliente interessado em alugar o mesmo”, exemplifica o corretor.
Porém, é preciso ficar atento à diferença de financiamento entre este tipo de imóvel e de um novo. “O processo é diferente de um imóvel na planta. Isso vai desde a parte da documentação até as taxas de juros e a modalidade de financiamento. O percentual financiado do valor do imóvel varia de banco para banco”, alerta Bruno Teodoro, diretor da Estrutura Consultoria e especialista em financiamentos habitacionais.

Cuidados ao comprar um imóvel de segunda mão

Para quem também está à procura de um imóvel usado, seja para investir ou morar, é importante estar atento a algumas dicas valiosas. Para Renato Teixeira, da RE/MAX, um ponto que se destaca é verificar a estrutura da unidade com bastante cautela, para evitar problemas com as partes elétrica ou hidráulica. Também é preciso analisar, no caso da necessidade de uma reforma, quanto seria gasto, em média, para verificar se o investimento vai valer a pena.
Sandro Santos, da Sawala Imobiliária, diz que outro princípio básico é verificar toda a documentação do imóvel e do vendedor antes de fechar negócio.
“É importante ver se o imóvel tem dívidas com o condomínio, com o IPTU, ou algo que possa comprometer a compra”, alerta.
Outra dica importante, de acordo com Santos, é ir ao imóvel em dias e horários diferentes, principalmente à noite, para ver se é seguro e tem transporte próximo, entre outros pontos.

Boa opção fazer um investimento

Com as baixas taxas de juros em outros tipos de investimentos financeiros, como a caderneta de poupança, comprar um imóvel usado para alugar pode representar uma boa oportunidade de ter uma renda extra. Para Renato Teixeira, a nova lei do inquilinato oferece garantias jurídicas aos proprietários, o que torna esse tipo de investimento muito mais seguro.
“Os retornos obtidos com a rentabilidade do aluguel de imóveis estão muito interessantes”, avalia Teixeira.
De acordo com Alexandre Parente, vice-presidente administrativo da Renascença Administradora, imóveis que já oferecem ao futuro locatário todas as condições de se ocupar imediatamente são os que são alugados mais rápido. Esse tipo de produto é o preferido para quem tem urgência em alugar uma residência.
“Benfeitorias como armários, esquadrias de alumínio e box blindex nos banheiros colocam um imóvel em vantagem em relação a outros que não tenham estes itens”, alerta Parente.

Por: O Dia Online

segunda-feira, 18 de março de 2013

Imóveis: um ótimo investimento para 2013

 Comprar imóveis para investimento sempre foi um ótimo negócio historicamente. Mesmo com uma grande valorização do metro quadrado nos últimos anos, 2013 continua sendo um ótimo momento para as pessoas que pensam em comprar um imóvel

As pessoas que compraram imóveis nos últimos quatro anos conseguiram uma valorização em torno 80% com o aquecimento do mercado imobiliário. Diversas foram as causas para este aquecimento: aumento do poder aquisitivo da população brasileira, diminuição dos juros e os incentivos pontuais do governo como o programa Minha Casa Minha Vida.

Mas o fator principal desta mudança, sem dúvida, foi a disponibilidade de crédito no mercado e o aumento do prazo para pagamento das parcelas. Em muitos casos, o valor de uma prestação do financiamento é o mesmo, ou até mesmo menor, do que a parcela de um aluguel. A diferença está na ótima sensação de estar construindo um patrimônio e não pagando um simples aluguel.

O ano de 2012 foi marcado pela diminuição histórica da Selic. Ao mesmo tempo que está baixa impactou positivamente a taxa de juros do crédito imobiliário, puxando o valor para baixo, o fato de o mercado financeiro remunerar investidores com rendimentos mensais menores, despertou ainda mais os olhos de potenciais investidores que viram nos imóveis a possibilidade de rendimentos anuais na casa dos dois dígitos, diferente da média de 6 a 8% de remuneração de um CDB no banco, por exemplo.

Os fundos imobiliários também atraíram muito a atenção de pessoas que estão em busca de boas rentabilidades. Cada vez mais estruturados e profissionalizados, estes fundos contam ainda com a isenção de imposto de renda para seus cotistas, o que deixa a rentabilidade de bons projetos, ainda mais interessante.

A compra de imóveis para locação, também está em alta. Ao mesmo tempo que um proprietário de imóvel tem ganhos em torno de 0,5% mês, o imóvel ainda conta com a sua valorização anual, que em 2012, ficou na casa dos 16% na média nacional.

Para quem ainda não comprou um imóvel e que pretende comprar em breve, a boa notícia é que ainda haverá boas oportunidades no mercado. O Brasil conta com uma demanda reprimida de mais ou menos 1,5 milhão de novas famílias por ano de potenciais compradores.

A disponibilidade de crédito no mercado faz com que as incorporadoras criem cada vez mais projetos diferenciados, para diferentes públicos, muitas vezes em regiões novas que sofrerão uma boa valorização com o tempo.

É válido lembrar que o Brasil é a sexta maior economia do mundo. Porém, em 2012, o valor médio do metro quadrado no país foi apenas o 64º maior do mundo. Ou seja, temos uma janela muito positiva para valorização.

O fato de o nosso país estar próximo de grande eventos esportivos como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, faz com que inúmeros investimentos de infraestrutura sejam realizados nas principais capitais brasileiras, consequentemente valorizando as regiões do entorno onde surgirão estas novas benfeitorias.

Para aquelas pessoas que planejam adquirir imóvel, é importante lembrar que é importante o auxílio de um profissional cadastrado ao Creci de seu estado. Como também é imprescindível estar a par da saúde financeira da construtora a qual estão comprando o imóvel e ter uma boa percepção da valorização e desenvolvimento da região em que estão comprando este bem.
Historicamente a compra de imóvel é muito positiva e milhares de pessoas, em todo o mundo, ganham boa quantidade de dinheiro com este tipo de investimento. Como dizem o antigo ditado “quem compra imóvel ou terra, não erra”.

Por: Diogo Schroeder Horn
Empresário e associado do Instituto de Estudos Empresariais (IEE)
Porto Alegre / RS

sexta-feira, 15 de março de 2013

Arquitetos transformaram pequenos espaços em locais aconchegantes

Profissionais buscam saídas em nichos, prateleiras, espelhos e ambientes integrados

A metragem reduzida de imóveis com 35m², 46m² e 48m² fez os arquitetos Gerson Dutra Sá, Fernanda Marques e Sabrine Santos buscarem soluções na hora de otimizar espaços. Os profissionais abusaram de prateleiras, nichos, bancadas e muita integração para não deixar nenhum ambiente de fora. Também usaram tons neutros, variando entre o branco e o bege, com o objetivo de aumentar a sensação de amplitude.

O objetivo de Gerson Dutra Sá na reforma do imóvel de 35m², localizado no bairro Vila Nova Conceição, na capital paulista, era trazer ares modernos e muita praticidade. O arquiteto logo buscou atender às expectativas do cliente jovem e solteiro que desejava morar em espaços integrados. “Apesar da metragem reduzida, consegui incluir todos os ambientes necessários. Recorri ao design e à cozinha gourmet para diferenciar o projeto”, afirma Dutra.

 Despojamento, modernidade e integração; o arquiteto Gerson Dutra Sá procurou seguir essas orientações.

O arquiteto também abusou do Feng Shui ao escolher as cores da decoração. Detalhes em amarelo (com referência à ideia de prosperidade) foram colocados nos nichos da cozinha. A bancada da pia e o aparador da sala receberam o preto (que desperta insights e é bom para o trabalho), o cinza foi usado em painéis para dar sensação de equilíbrio e o branco (que estimula a criatividade) espalhado na pintura do imóvel.
O quarto ficou mais charmoso com o painel de madeira e o rasgo de luz no teto
Durante a reforma de três meses, Dutra ainda recorreu a alguns truques para aumentar a sensação de amplitude do apartamento. Portas de correr foram espalhadas pelos espaços e o mesmo acabamento em granito foi usado na bancada da pia e na área de serviço.

Outra medida que otimizou a metragem do apartamento foi a instalação de armários próximos à área do escritório. O sistema de luz colocado nos ambientes – repleto de rasgos no teto, LEDs e dicróicas – também diferenciou o projeto e garantiu um charme extra à decoração.

Varanda gourmet vira extensão da sala

O apartamento de 46m² decorado pela arquiteta Fernanda Marques teve cada centímetro de sua planta aproveitado. Tanto que a metragem reduzida não impediu a profissional de incluir ambientes como escritório e varanda gourmet no projeto. Tudo, é claro, integrado e bem otimizado. “O imóvel recebeu decoração voltada a pessoas práticas e que buscam um modo simples de viver e se organizar”, diz.
As pendentes da cozinha fornecem iluminação pontual à bancada
Recursos como nichos, prateleiras, aparadores, armários embutidos e espelhos foram usados para aumentar o tamanho dos ambientes. Fernanda também abusou da ideia de selecionar apenas o essencial na decoração.

“Evitei colocar somente peças bonitas e investi no que era realmente importante, como a bancada de refeição”, afirma. Outro truque que economizou espaço foi apostar em almofadas na cama ao invés de uma cabeceira.

A varanda gourmet do imóvel foi organizada de modo a funcionar como extensão da área útil e oferecer mais possibilidades na hora de receber amigos. Quanto às cores, a arquiteta escolheu tons neutros que oferecessem harmonia ao apartamento. Ripas de madeira também marcaram presença, tanto em painéis quanto em portas, aumentando a sensação de conforto e aquecimento no local.
A arquiteta aproveitou o espaço da varanda gourmet como extensão da área útil do apartamento
Flat abusa do branco e de ambientes integrados

Unir dois flats de 24m², de estruturas semelhantes, em um só imóvel foi a primeira etapa do projeto encomendado à arquiteta Sabrine Santos, em São Paulo. A integração dos espaços foi feita com a ajuda de uma porta de correr e o uso intenso da cor branca na decoração reforçou a ideia de amplitude. “O cliente era um empresário que desejava ter um lugar tranquilo onde ficar na cidade. Então, procuramos organizar o imóvel de maneira simétrica, caso fosse necessário redividi-lo no futuro”, diz a profissional.
A decoração da arquiteta Sabrine Santos valorizou o branco e as transparências
Os ambientes foram agrupados de modo a conseguir mais conforto para o cliente. Escritório, quarto e banheiro ficaram de um lado e, sala, mesa de jantar, cozinha e mais um banheiro, na outra parte do imóvel. O empresário queria ainda uma decoração totalmente branca e Sabrine não hesitou em apostar em móveis laqueados, peças transparentes e piso de resina.
Totalmente embutida, a cozinha do flat decorado por Sabrine tem nichos internos e portas de correr
A arquiteta valorizou a estética clean, mas também selecionou elementos coloridos que se destacassem nas áreas neutras. A cabeceira da cama recebeu um estofamento em tom de bege, as paredes foram pintadas de cores discretas (mas não brancas) e os armários laqueados com detalhes espelhados. “Elementos e recortes arredondados ajudaram a dividir o ambientes de forma suave”, afirma Sabrine.

Alternativas que aumentassem o tamanho do flat não faltaram na reforma de Sabrine. A profissional embutiu a cozinha em um armário de 3,6 metros no corredor que une os dois imóveis, e aproveitou os nichos internos para armazenar da pia ao porta-talheres e assim trazer praticidade ao local. Portas de correr ajudaram a otimizar o espaço.

Fonte: O Dia (Por: Bruna Bessi, do IG)

Fãs criam réplicas de sucessos do cinema para decorar suas casas

O pirata Jack Sparrow e o Batman serviram de inspiração no ar cinematográfico de algumas residências


Existem alguns fãs são capazes de tudo (ou quase) para se sentir como seu ídolo. Um exemplo é Valeria Lukyanova, conhecida como a "Barbie humana", que fez uma série de plásticas para tentar ficar idêntica a famosa boneca. Outros já preferem reservar um cantinho da casa para homenagear seus respectivos ídolos.

O site "The Huffington Post" listou alguns desses espaços temáticos em diversas residências como essa sala inspirada no clássico O Mágico de Oz (foto principal) com direito até um "Homem de Lata" escondido atrás de uma cortina. No local existe da Cidade das Esmeraldas, local fictício onde se passava a história, além de um tapete com a famosa estrada de tijolos amarelos.

Um fã resolveu fazer da sala de cinema a sua própria "Batcaverna". O local é decorado com vários símbolos do "Homem-Morcego", além de ter exposto um uniforme do super-herói.

A Sala de cinema na Batcaverna
Consagrado pelo ator Johnny Depp, o pirata Jack Sparrow e o personagem central da série "Piratas do Caribe". Nesta casa, além de uma estátua de Sparrow, foi construída na beira da piscina uma réplica do Wicked Wench, a embarcação do pirata mais famoso do cinema.
Jack Sparrow, personagem dos Piratas do Caribe
Por: O Dia

quinta-feira, 14 de março de 2013

BNDES: pesquisa estima R$ 3,8 bi em investimentos para 2013

Estudo divulgado na última semana, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), indica que entre 2013 e 2016 haverá investimentos de R$ 3,8 trilhões. O dado é 26% maior do que o registro no quadriênio 2008-2011.
A pesquisa do BNDES não leva em conta apenas os financiamentos feitos pelo banco, mas também consultas feitas a todos os setores produtivos.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, acredita que, além das medidas de incentivo à atividade econômica, o governo está construindo uma matriz econômica nova, que permite essa expansão no investimento.

“Não é só a queda da taxa de juros ou a redução de tributos, é importante enxergar esse novo arcabouço da economia brasileira. Nunca na história tivemos tantos pilares para o crescimento”, avaliou o ministro, durante a 40ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que ocorrer no dia 27 de fevereiro.

Segundo ele, uma conjunção de quatro fatores apontam para um ciclo robusto de crescimento. São eles: consumo de massa, investimentos em habitação, infraestrutura e exportações. O ministro lembrou que, em pesquisa recente com 1.330 empresários de todo o mundo, o país foi apontado como o terceiro lugar no mundo onde pretendem ampliar investimentos nos próximos 12 meses, atrás apenas de China e Estados Unidos.

“Temos convicção de que o ano de 2013 e seus anos subsequentes serão de muito crescimento efetivo na indústria e nos demais setores da economia brasileira”, avalia Pimentel.

Desembolsos

Os desembolsos do BNDES alcançaram a marca de R$ 156 bilhões em 2012, com crescimento de 12% na comparação com o ano anterior. As consultas, com alta de 60%, e as aprovações de novos projetos, que cresceram 58% em relação a 2011, atingiram níveis sem precedentes na história do banco.

Os setores de indústria e de infraestrutura absorveram, juntos, 65% (R$ 100 bilhões em termos absolutos) do total desembolsado pelo banco em 2012. Na infraestrutura, os líderes foram os segmentos de energia elétrica (com R$ 18,9 bilhões desembolsados) e transporte rodoviário (R$ 15,5 bilhões). Química e petroquímica (R$ 8,5 bilhões) e material de transporte (R$ 7 bilhões) foram destaques nas liberações da indústria no ano passado.

Fonte: Secom da Presidência da República