quinta-feira, 14 de março de 2013

SP vai ganhar novos hotéis

Após uma década de estagnação, o setor hoteleiro de São Paulo voltou a
crescer. Doze hotéis devem ser lançados na capital paulista até o fim do
 ano, segundo previsão do Sindicato da Habitação de São Paulo
(Secovi-SP). O número representa 10% dos cerca de 120 hotéis de grande
porte que operam hoje na metrópole. A expectativa do mercado é de que
esse número represente entre 2.500 e 3.500 novos quartos . Os novos
hotéis estão sendo construídos em regiões como a da Paulista, entre o
centro e a zona sul, e a Barra Funda, na zona oeste.

Por: O Estado de São Paulo

quarta-feira, 13 de março de 2013

PPPs e concessões em São Paulo, Rio e Minas somam R$ 70 bilhões

Julio Semeghini: previsão é de que R$ 24 bilhões em PPPs sejam assinados entre 2013 e 2014 no Estado de São Paulo.

Os planos de concessões e de Parcerias Público-Privadas (PPPs) na área de infraestrutura previstos pelos governos do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais somam investimentos de quase R$ 70 bilhões nos próximos anos. Levantamento do Valor nos três Estados aponta que a maior parte é de projetos de mobilidade urbana, com destaque para obras de metrô. E nos Estados, ao contrário do que ocorre no governo federal, as PPPs são o modelo preferido - representam cerca de 90% dos projetos.

Enquanto São Paulo e Minas têm uma extensa lista de projetos que inclui ainda repassar a administração de aeroportos para a iniciativa privada e de realizar concessões de rodovias estaduais, o Rio tem apenas um projeto de metrô e outro para concessão de rodovias e não planeja no momento, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Casa Civil, contar com o aporte de empresas em outros projetos de infraestrutura.

São Paulo concentra o maior número de projetos. O Conselho Gestor de PPPs do Estado prevê duas obras de metrô, uma de monotrilho e uma rede de trens entre cidades que, juntas, somam R$ 37 bilhões de investimentos. Outras áreas com PPPs desenhadas são habitação (20 mil moradias no centro de São Paulo a um valor de R$ 4,6 bilhões), saúde (quatro hospitais e uma fábrica de medicamentos) e saneamento (R$ 2,5 bilhões), entre outras com menores valores envolvidos. A previsão do secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Julio Semeghini, é que R$ 24 bilhões em PPPs sejam assinados entre 2013 e 2014.

Do total de R$ 49 bilhões em PPPs desenhadas pelo Estado de São Paulo, dois editais (R$ 9,6 bilhões) foram publicados, três encerraram a fase de consultas públicas (R$ 1,4 bilhão) e dois estão com a modelagem aprovada pelo conselho das PPPs (R$ 7,6 bilhões), enquanto os demais estão sendo estruturados.

Semeghini, também vice-presidente do conselho gestor das PPPs em São Paulo, diz que há um ambiente mais favorável ao aumento das parcerias entre Estado e iniciativa privada, que não está presente apenas em São Paulo. Conjugam-se para formar esse ambiente tanto o aumento do limite de endividamento dos Estados, como a oferta de novas linhas de financiamento (além dos tradicionais, como BNDES, Banco Mundial (Bird) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e o próprio aperfeiçoamento público e privado no desenho de bons projetos. "Sentimos um aumento do interesse tanto de bancos privados, como de investidores estrangeiros", diz ele.


No setor rodoviário, a previsão do governo paulista é de conceder o trecho de 60 quilômetros da Tamoios que está sendo duplicado no litoral norte paulista. Já o trecho norte do Rodoanel, que tem obras previstas para começar neste mês e terminar em fevereiro de 2015 também deve ser concedido para a iniciativa privada, como ocorreu com os outros trechos. A parte leste do contorno rodoviário, que tem 44 quilômetros de extensão como o trecho norte, é operada pela SPMar que deve investir R$ 5,4 bilhões em 35 anos e tem sete pedágios.

Em Minas Gerais, a Unidade Central de PPPs estima R$ 12 bilhões de investimentos nos próximos dois anos. Entre eles está a construção e operação do metrô de Belo Horizonte. A linha atual será estendida e serão construídas duas novas, fazendo com que a rede passe de 22 quilômetros para 38 quilômetros. O número de passageiros transportados deve saltar de 200 mil para 1 milhão por dia. O investimento total previsto é de R$ 3,2 bilhões, sendo que R$ 1,4 bilhão serão desembolsados pela iniciativa privada. O edital deve ser divulgado ainda no primeiro semestre de 2013.

Outro projeto de mobilidade prevê três ramais de trens regionais de passageiros na região metropolitana de Belo Horizonte, ligando 23 municípios. O investimento previsto é de R$ 2,5 bilhões e o número de pessoas que devem ser transportadas chega a 120 mil passageiros por dia. Já o arco metropolitano norte de Belo Horizonte, prevê investimento de R$ 4 bilhões ao longo de 30 anos. Somente a construção dos 62 quilômetros de rodovia vai demandar R$ 2,5 bilhões. Outros projetos em estudo são a concessão de 15 aeroportos regionais para a iniciativa privada.

No setor rodoviário, Minas é um dos Estados que possuem maior malha de estradas estaduais. Um estudo apontou que dos 7 mil quilômetros, 5,5 mil quilômetros poderiam ser concedidos ou administrados via PPPs. "Ao todo, 63 empresas participaram dos estudos. Apesar da grande malha, o tráfego das rodovias é pequeno. O desafio agora é desenvolver um modelo que seja interessante para as empresas", diz o subsecretário de regulação de transportes da Secretaria de Transportes e Obras Públicas de Minas, Diogo Prosdocimi.

No Rio de Janeiro, o Conselho Gestor de PPPs possui apenas um projeto de infraestrutura no portfólio. O órgão prevê a construção da linha 3 do metrô do Rio, que vai integrar os municípios de Niterói e São Gonçalo, com 22 quilômetros de extensão. Os investimentos previstos (construção e operação) totalizam cerca de R$ 3 bilhões. A demanda estimada é de 600 mil passageiros por dia.

Já o Departamento de Estrada e Rodagem (DER) prevê que a iniciativa privada faça intervenções e opere trechos da RJ-104, RJ-106 e do contorno Nova Friburgo/Bom Jardim. Os investimentos previstos em estudo inicial chegam a R$ 1,7 bilhão. O edital deve ser lançado neste ano. Ao contrário de São Paulo e Minas, o arco metropolitano que está sendo construído no Rio para desafogar as avenidas da cidade ainda não tem previsão de ser concedido para a iniciativa privada, segundo informações da Secretaria de Estado de Obras do Rio. (Colaborou Denise Neumann, de São Paulo).

Por: Guilherme Soares Dias | de São Paulo

Queda de juros favorece o mercado imobiliário em 2013

Segundo consultorias, investir em imóveis garante boa rentabilidade, além de ser um investimento bastante seguro...


O ano de 2013 já mostra aos investidores que o mercado imobiliário está bastante favorável, em virtude de diversos fatores macroeconômicos que tornaram mais atrativa a aplicação em imóveis: juros baixos, o que desestimulou a corrida por aplicações de renda fixa; bolsa de valores instável e mercados mundiais em baixa. Segundo consultorias, investir em imóveis garante boa rentabilidade, além de ser um investimento bastante seguro.
Verifica-se que o imóvel possui valorização maior que as aplicações financeiras e traz retorno acima da inflação. Análises de comportamento de mercado mostram que o risco de uma brusca desvalorização do imóvel é muito pequeno se comparado às possibilidades de ganho com esse investimento.A recente queda da taxa de juros, por parte dos bancos, para o financiamento de imóveis, alguns inclusive para os de maior valor, torna o mercado imobiliário ainda mais dinâmico e rentável.
"Para os próximos anos, com a permanência da queda da Selic, a tendência é que os investimentos no setor imobiliário aumentem. O acesso mais fácil aos planos de crédito imobiliários e taxas reduzidas amplia também o perfil do brasileiro investidor, bem como as classes investidoras: se tínhamos a classe A como principal faixa investidora, hoje percebemos a crescente participação das classes B e C no setor", afirma Ernani Assis, membro do Conselho Consultivo da RE/MAX Brasil.
Segundo Assis, Os imóveis usados, por sua vez, têm preço mais atrativo, mas podem necessitar de reforma, o que amplia ainda mais o tempo de retorno do investimento. Deve-se analisar se compensa financeiramente realizar intervenções em um apartamento usado ou se um novo, que tem preço maior e não precisa de reformas, é mais vantajoso.

Por:Anderson

terça-feira, 12 de março de 2013

Curitiba - Flor da Palavra 2013

Em Curitiba, mais de 70 mil famílias estão na fila pela moradia digna, segundo dados da Cohab-Ct. A Vila Sabará que, desde a década de 90, a COHAB, a pretexto de regularizar o Bairro, realizou 37 mil contratos denominados TUCS (Termos de Uso e Concessão do Solo) que supostamente trariam infra-estrutura para as casas e para a Vila, é um dos casos gritantes no histórico déficit habitacional da cidade. A promessa da Cohab jamais se concretizou e, no ano de 2011, o STJ declarou a nulidade dos contratos por vício insanável: os contratos eram fraudulentos, na medida em que a COHAB negociou terrenos que não lhe pertenciam e, portanto, cobrou mensalidade indevida de 37 mil famílias de trabalhadores. O Jardim Itaqui, desde 2008, ao denunciar a mineradora Saara, empresa extratora de areia responsável pelo despejo de várias famílias da vila através de cheque despejo, vive no ostracismo. No final de 2008, reivindicou em audiência pública do MP realizada na própria vila a imediata regularização do terreno. Nunca houve sequer um comunicado sobre o pedido. Ainda, em 2013, moradores vivem sem água, luz, agente de saúde e esgoto regularizados. Mais outro explícito exemplo de completo desprezo. A maioria das pessoas que ocupam estas áreas irregulares não comporta as altas prestações exigidas pelo financiamento da Cohab ou mesmo do programa de habitação do governo federal ?Minha casa, minha vida?. Programas estes que atendem famílias com renda superior a três salários mínimos. No Brasil, bem como na América Latina, há incompatibilidade entre o salário da maioria dos trabalhadores e o custo da moradia urbana. As favelas são auto empreendidas pelos moradores, assim justificam os baixíssimos salários. A mobilidade social, tão destacada pelas propagandas governamentais, ainda faz parte de uma campanha midiática surreal. Isto prova que a inserção nas estatísticas de pleno emprego e acessos aos bens da linha branca e serviços de primeira necessidade não bastam para suprir o acesso à moradia digna, de fato. A realidade no terceiro mundo causada pela ação do capital, e gigantes grupos financeiros que o sustentam, as intermináveis injustiças resultantes desse modelo de exploração, a bravura do povo pobre que resiste e suas organizações são as inspirações para construir-mos a 5º edição da Flor da Palavra em Curitiba com foco na moradia, direito à cidade, feminismo, transporte coletivo, mídias alternativas, rádio, enfim, autonomia dos povos. Dentro desses eixos e seus desdobramentos procuramos catalisar redes de solidariedade entre as pessoas, livre associações, priorizando as relações humanas como um todo, na busca por um planeta verdadeiramente humanitário, ecologicamente sustentável, baseadas no respeito mútuo entre animais humanos e não humanos. Esta quinta edição será realizada na Escola Estadual Ipê, no Jardim Alegria e contará com as várias comunidades existentes no entorno da vila. Além das oficinas de software livre, jornalismo popular, teatro, mágica, música, debates diversos o evento será impulsionado pela presença de Luc Vankrunkelsven diretamente da Bélgica para o lançamento do livro LEGAL! Otimismo, Realidade, Esperança. Traga a sua palavra e participe da construção dessa rede popular de resistência. É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Por: Flor da Palavra

quinta-feira, 7 de março de 2013

Preço de imóveis acumula alta de 1,9% em 2013

 
 
Aumento do m² está acima da inflação, segundo o índice FipeZap
Com um aumento de 0,9% em fevereiro, o mesmo do mês anterior, o preço do metro quadrado de imóveis anunciados em 16 cidades acumula uma alta de 1,9% em 2013, segundo o Índice FipeZap. No sentido oposto das aplicações financeiras, a variação supera a inflação prevista para o período, de 0,43% no mês e 1,29% no ano.

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Mas será que vale a pena investir em um imóvel? Segundo o coordenador do índice FipeZap, Eduardo Zylberstajn, os preços, na média nacional, continuam subindo, mas de forma mais modesta em relação aos últimos anos. "Os aumentos ainda persistem em alguns locais. No entanto, cinco tiveram em fevereiro variação menor do que a inflação", afirma o economista.

Brasília, São Bernardo e São Caetano, por exemplo, viram aumentos de 0,1% e Santo André de 0,2%. Em São Paulo e no Rio de Janeiro a alta nos preços mostrou fôlego no segundo mês de 2013, com aumentos de 0,8% e 1,3% respectivamente.

Na avaliação do vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Emílio Kallas, a variação de preços dos imóveis deve pelo menos acompanhar a inflação daqui para frente. E, com a redução das taxas de juros cobradas do financiamento, a aquisição planejada pode ser um bom investimento. "Com juros de 7% a 8% ao ano, os imóveis passam a ser uma das melhores aplicações", diz.

Para alugar

Para quem planeja comprar um imóvel para obter ganhos com o aluguel, no entanto, o investimento pode não compensar. De acordo com o professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), Samy Dana, a taxa de retorno em São Paulo está entre 0,3% e 0,4% do valor do imóvel, um ganho inferior ao oferecido por aplicações como a poupança antiga e o Tesouro, por exemplo.

Para um investimento em um imóvel residencial ser mais rentável que a velha poupança, o retorno deve ser maior que o 0,5% ao mês pago pela caderneta. "Ele pode ganhar mais aplicando, por exemplo, no Tesouro Direto", disse do economista da FGV.

Ajapi receberá 108 unidades habitacionais



As 108 casas com área construída de 45,87m2 ocupam terreno de oito metros de frente por 20 metros de fundo
Divulgação

O distrito de Ajapi, em Rio Claro, receberá na próxima segunda-feira, 11, às 19h, no próprio local do empreendimento denominado Terras de Ajapi (Rua 6-A), 108 unidades habitacionais para famílias com renda de três a seis salários. O novo conjunto residencial é da iniciativa privada e foi construído com suporte do Programa Minha Casa, Minha Vida e recursos geridos pela Caixa. A solenidade de entrega das novas moradias terá a presença dos empreendedores, representantes da Caixa e do prefeito Du Altimari, que já no início de seu governo, em 2009, antecipava aos moradores daquela localidade seu propósito de interceder junto à iniciativa privada para que a comunidade do distrito fosse beneficiada com projetos habitacionais.

No caso dessas 108 unidades, o município, como prevê o programa Minha Casa, Minha Vida, participa do projeto com a isenção de tributos e também se responsabiliza pela infraestrutura de acesso ao empreendimento, conforme explica a secretária municipal de Habitação, Maria José Pimentel Stivalli. O empreendimento foi iniciado logo após a assinatura do contrato, no início de fevereiro deste ano. O prazo de entrega, inicialmente fixado em 12 meses, foi, no entanto, antecipado, explicou nessa sexta-feira, 1º, o diretor da empreendedora Mello Engenharia, José Roberto M. Mello. "Atendemos a um pedido do prefeito Du Altimari, que nos solicitara, à época da assinatura do contrato, todo nosso empenho para abreviar a data de entrega", disse.



Esta é uma reprodução da notícia publicada na edição impressa do Jornal Cidade

Santa Helena poderá receber cerca de 60 casas da Cohapar

A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) deu início às reuniões com prefeituras do Estado do Paraná para esclarecimento sobre o terceiro leilão do programa Minha Casa Minha Vida Sub 50, destinado a cidades com até 50 mil habitantes. A administração municipal de Santa Helena participou do encontro em Cascavel.
Esteve no encontro a secretária de Assistência Social de Santa Helena, Cleusinei Santos da Luz e colaboradores da pasta juntamente com o prefeito Jucerlei Sotoriva. O objetivo é que Santa Helena alcance, inicialmente cerca de 60 casas habitacionais.
O presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche, e os técnicos Jocely Loyola, Jurandir Guatassara e Telmo Samolenko apresentaram o programa e informações sobre a portaria do Ministério das Cidades que abriu as inscrições para as cidades interessadas, que têm até o dia 4 de abril para apresentarem suas propostas.
Chaowiche disse aos prefeitos que a Cohapar está em 378 municípios paranaenses e pretende ampliar as parcerias e levar moradias dignas a milhares de paranaenses.
As prefeituras devem apresentar áreas loteadas para a construção de moradias de 42 metros quadrados com total acessibilidade e prestações que comprometem no máximo 5% da renda familiar.
As casas são destinadas a famílias de baixa renda, preferencialmente pessoas que moram em áreas de risco.
De acordo com a secretária de Assistência Social de Santa Helena, Cleusinei dos Santos da Luz os terrenos já foram identificados e destinados ao programa de habitação. "Deve começar nos próximos dias os cadastros das famílias que necessitam e que se enquadram nesse programa, pois o prazo final é no dia 5 de abril. A data de início dos cadastros será divulgada nos órgãos de imprensa do município", informa a secretária.