sexta-feira, 24 de maio de 2013

SC espera movimentar R$ 1 bilhão em feirões da casa própria

Calendário do Feirão da Casa Própria começa nesta sexta-feira e segue até junho em oito cidades do Estado


O sonho da casa própria pode se tornar realidade a partir desta sexta-feira. Ao todo, serão oito cidades que compõem o calendário do 9º Feirão da Casa Própria da Caixa, no qual espera-se uma movimentação de R$ 1 bilhão em negócios gerados no Estado.
O feirão que começa nesta sexta-feira na Capital e em Chapecó traz como diferencial a opção para financiamento com a primeira parcela para janeiro de 2014, sendo a oferta de imóveis a partir de R$ 87 mil .
Esta condição é válida para financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), concedidos no feirão ou em uma das agências da Caixa neste período.
Em Florianópolis, as 13 mil pessoas esperadas também terão mais opções de construtoras. Ao todo serão 90 empresas do setor no local, o que representa um aumento de 50% se comparado à edição anterior.
Segundo o gerente regional de habitação da Caixa Econômica Federal, Marcelo Moser, o perfil dos imóveis na Capital é variável e abrange desde terrenos, residências novas e usadas, a salas comerciais.
Moser ressalta que cerca de 40% das ofertas do feirão na Capital se enquadram no programa Minha Casa, Minha Vida e em torno de 20% são imóveis na faixa acima de R$ 500 mil.
Embora a participação seja maior, a Caixa tem uma previsão ainda tímida para o evento. Calcula-se que ocorra uma movimentação total de R$ 600 milhões, R$ 2 milhões a mais do volume negociado em 2012 na Capital.
Feirões seguem em junho
Em Chapecó, no Oeste do Estado, são esperados entre esta sexta-feira e domingo seis mil visitantes e uma movimentação de R$ 140 milhões em negócios iniciados no feirão, 20% a mais do que no ano passado. Em Criciúma, onde o evento ocorrerá no dia 8 de junho, o valor esperado é de R$ 76 milhões, sendo a maioria dos imóveis na faixa entre R$ 90 mil e R$ 145 mil.
Entre 12 e 16 de junho, será a vez de Blumenau, onde os imóveis serão negociados na Feira Nacional das Tecnologias da Habitação (Fenahabit). De acordo com a Caixa, o público esperado é de 45 mil pessoas e o volume negociado é de R$ 150 milhões.
Além da primeira parcela para janeiro do próxima ano, haverá a possibilidade de financiar a compra em um prazo de até 35 anos. Quem tiver interesse em solicitar crédito para casa própria no próprio feirão, deverá levar o documento de identidade, CPF e um comprovante recente de renda.
Feirões Caixa da Casa Própria em SC:
Tubarão
Onde: no Farol Shopping
Data: até 26 de maio
Horário: entre quarta-feira e sábado, das 9h às 22h, e domingo, das 14h às 21h
Florianópolis
Onde: no Centro de Convenções de Florianópolis
Data: 24 a 26 de maio
Horário: sexta-feira e sábado, das 10h às 21h, e domingo, das 10h às 18h
Chapecó
Onde: no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes
Data: 24 a 26 de maio
Horário: sexta-feira, das 14h às 21h, sábado e domingo, das 9h às 21h
Joinville
Onde: no Expocentro Edmundo Doubrawa
Data: 31 de maio a 2 de junho
Horário: não informado
Criciúma e Lages
Data: 8 de junho
Locais e horários indefinidos
Blumenau
Onde: no Parque Vila Germânica
Data: 12 a 16 de junho
Horário: dos dias 12 a 14, das 13h às 21h; no dia 15, das 13h às 22h; e no dia 16, das 10h às 22h
Itajaí
Onde: na Agência Itajaí da Caixa, na Avenida Joca Brandão
Data: 15 de junho
Horário: das 9h às 17h
* A entrada nos feirões é gratuita

DIÁRIO CATARINENSE

Mercado aquecido embala feirão de imóveis em Porto Alegre

Lançamentos e vendas de imóveis na Capital aumentam e preço de apartamentos sobe

Embalado pela demanda aquecida, o 9° Feirão Caixa da Casa Própria abre as portas nesta sexta-feira em Porto Alegre com uma oferta de 32 mil imóveis. Para alcançar a meta de financiar 20% a mais em relação aos R$ 966 milhões da última edição, o evento conta com o bom momento do emprego e os juros mais baixos, o que se reflete na maior procura por crédito, aumento de vendas e lançamentos em alta.
Os dados de diferentes instituições comprovam o cenário positivo no Estado e em Porto Alegre. Dona de 70% do mercado de empréstimos imobiliários no país, a Caixa financiou R$ 2,06 bilhões no Rio Grande do Sul no primeiro trimestre, 33% a mais em comparação aos três primeiros meses de 2012. Até o final do ano, o banco projeta alcançar R$ 8,4 bilhões.
O otimismo também aparece no ritmo de lançamentos de imóveis novos na Capital. Pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon/RS) mostra que, no período de 12 meses até março, foram 5,49 mil unidades, 10% superior ao período imediatamente anterior.
E o volume de lançamentos é recorde em 12 meses para o intervalo entre abril e março desde o início da série histórica do Sinduscon, em 1995. Com as vendas em expansão, o reflexo aparece nos preços. O índice Fipe Zap, que acompanha os negócios com apartamentos na Capital desde junho do ano passado, aponta valorização acumulada de 12,5% de junho do ano passado a abril de 2013.
Apesar de o indicador apontar alta na Capital, o superintendente da Caixa em Porto Alegre, Ruben Danilo Pickrodt, entende que a pressão nos preços não é generalizada.
- Os imóveis estão mais ou menos estáveis. A dificuldade foi a supervalorização em áreas consideradas nobres - avalia Pickrodt, citando como exemplo de estabilidade as unidades do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida.
Para Maurênio Stortti, diretor da empresa de consultoria em negócio M. Stortti, o grande número de lançamentos na Capital tende a forçar uma acomodação de preços. A oferta em alta, avalia o especialista, também pode estar mais relacionada ao estímulo de novas obras pelo ingresso de recursos de fundos imobiliários do que à procura.
- Vai haver uma grande oferta e isso gera estoques. Dentro destes estoques será possível escolher os melhores - diz Stortti, que prevê um comportamento mais seletivo dos compradores, em busca de atributos como opções de mobilidade e tempo deslocamento até o trabalho.
Quem pretende fazer negócio no feirão, no entanto, deve estar atento para não deixar o sonho da casa própria virar pesadelo. Para o economista Everton Lopes, especialista em educação financeira, é preciso lembrar existe um gasto adicional de cerca de 3% sobre o valor do imóvel com despesas de cartório e impostos, por exemplo. Outra dica é não deixar que o valor da prestação supere 25% da renda familiar líquida.
SERVIÇO
O que: 9° Feirão Caixa da Casa Própria
Data: de sexta-feira a domingo
Horário: nesta sexta-feira e sábado, das 10h às 20h, e domingo, das 10h às 18h
Local: Centro de Eventos da Fiergs (Av. Assis Brasil 8787, bairro Sarandi )
Entrada: gratuita
Oferta: cerca de 32 mil imóveis (16,5 mil novos e 15,5 mil usados)
Onde: Porto Alegre, Alvorada, Cachoeirinha, Campo Bom, Canoas, Eldorado do Sul, Esteio, Gravataí, Guaíba, Montenegro, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Portão, São Leopoldo, São Sebastião do Caí, Sapiranga, Sapucaia do Sul e Viamão
O que levar: para quem tiver a intenção de fechar negócio, basta portar documento de identidade, CPF e comprovante de renda
As condições:
- Financiamento de até 100% e com prazo de pagamento de até 35 anos
- Taxas de juros a partir de 4,5% ao ano
- Imóveis com valores a partir de R$ 85 mil
- Quem contratar no período do feirão, vai pagar a primeira prestação apenas em janeiro de 2014 (válido para financiamento com recursos do FGTS e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo ou em uma das agências da Caixa)
Quem participa: 48 construtoras e 69 imobiliárias
Simulações de crédito imobiliário: www.caixa.gov.br
Mais informações sobre crédito: agências da Caixa e 0800-726-0101

Norma de Desempenho trara mais qualidade e competitividade ao setor imobiliario

Seminário contou com palestras de nove especialistas que explicaram as seis partes da ABNT NBR 15.575 e suas implicações para uma plateia de mais de 400 pessoas na quarta-feira, 22/5, na sede do Secovi-SP

Norma de Desempenho trará mais qualidade e competitividade ao setor imobiliário

O Secovi-SP (Sindicato da Habitação) realizou, em parceria com o SindusCon-SP, o seminário ?Projeto, especificações e controle de execução para atender a Norma de Desempenho de Edificações?. O evento aconteceu na sede do Sindicato na quarta-feira, 22/5.

Carlos Borges, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do Secovi-SP, declarou que foram necessárias muitas horas de dedicação para a Norma de Desempenho representar, de fato, um salto da construção civil brasileira em direção àquilo que é esperado da produção de imóveis num país que vivencia acelerado processo de desenvolvimento. ?Agora, cada empresa precisa ter seu caminho de implantação, seu caminho de instruir, informar e fazer com que seus profissionais compreendam como trabalhar com a Norma?, disse Borges, na abertura do evento.
Publicada no dia 19/2 deste ano, a ABNT NBR 15.575 - Desempenho de Edificações Habitacionais, mais conhecida como Norma de Desempenho, passará a ser exigida nos projetos protocolados a partir de 19 de julho de 13.
Sérgio Watanabe, presidente do SindusCon-SP, considera este um ?importante momento? da construção brasileira, escrito a várias mãos. ?Norma é para dar parâmetro de competitividade e assunto estratégico do setor. É proteção ao consumidor e à concorrência desleal", disse.
Flávio Prando, presidente em exercício do Secovi-SP, destacou as responsabilidades que a NBR 15.575 estabelece. ?A Norma de Desempenho se constitui em um novo contrato com a qualidade na incorporação e construção de empreendimentos imobiliários. De um lado, há o compromisso do setor em garantir o desempenho das habitações. De outro, há o compromisso dos usuários em cuidar para que esse desempenho não seja afetado por mau uso. Cria-se, assim, uma nova cultura, com direitos e obrigações devidamente ajustados?, disse Prando.
No primeiro painel do evento, Carlos Borges definiu a Norma de maneira simples. "A Norma de Desempenho procura traduzir as necessidades humanas, numa visão de longo prazo, em requisitos técnicos. O mais importante dela é a questão da vida útil e da qualidade no longo prazo. As responsabilidades são mais claras e rastreáveis", afirmou.
O vice-presidente do Secovi-SP destacou a importância da troca do nome da NBR 15.575, que antes estabelecia sua aplicação para edifícios habitacionais de até cinco pavimentos, para edifícios com quaisquer números de pavimentos, tornando-a mais abrangente. Embora haja reclamações da dificuldade de sua adoção por uma parte do setor, Borges afirmou que a Norma é factível e absolutamente aplicável por empresas de quaisquer portes.
O coordenador da Comissão de Estudos de revisão da Norma de Desempenho, Fábio Villas Boas, afirmou que a Norma é obrigatória e deve ser cumprida. ?Ela deve ser usada ao nosso favor. Documentando todo o processo, as empresas estarão respaldadas?, disse. ?A vantagem da Norma é o ?jogo combinado?, já que ela tem o caráter de explicitar as coisas. Com o seu uso, fica muito claro o que será entregue ao cliente.?
Para Maria Angélica Covelo Silva, da NGI Consultoria e Desenvolvimento, mais importante do que a Norma é a metodologia por trás dela. No segundo painel do seminário, a engenheira lamentou a falta de cultura dos profissionais brasileiros para especificar por desempenho. ?A Norma não é complexa, nós é que tivemos o mau habito de não exigir desempenho de nada", declarou.
Painéis apresentam as seis partes da Norma de Desempenho
Vera Hachich, engenheira da Tesis, falou sobre a importância de se fazer ensaios de materiais em laboratório para testar desempenho e durabilidade em conformidade às normas técnicas. Já Jorge Batlouni Neto, do SindusCon-SP, e Francisco Graziano, da Poli-USP, falaram sobre desempenho de estruturas. Engenheira do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, Luciana Oliveira apresentou a parte referente ao desempenho de fachadas e paredes.
Ercio Thomaz, do IPT, no painel sobre desempenho de pisos, comentou que a acústica é um dos principais problemas identificados como não atendimento aos requisitos de desempenho, gerando muitas reclamações de moradores importunados pelo barulho que passa de um apartamento para outro. Uma das soluções apontadas por ele é a instalação de piso flutuante, que usa uma manta entre o piso e a laje, e também precisa atender normas de instalação.
Sobre desempenho de coberturas, um dos requisitos da Norma é que essas tenham resistência para outras cargas além do telhado, como granizo, informou Ricardo Pina, coordenador de um dos grupos de trabalho da Norma. Já o forro, para coberturas que necessitam dele, deve suportar o peso de objetos que serão instalados, como luminária e varal.
?Fator decisivo para a Norma de Desempenho engrenar será a sua exigência por parte de quem especificar os projetos?, disse Maria Angélica ao final do evento.

Aluguel novo sobe quase 8% em Sao Paulo

No mesmo período, IGP-M, que reajusta contratos de locação em andamento, evoluiu 7,30%

Contratos de aluguel residencial firmados em abril na cidade de São Paulo apresentaram valores médios 1% superiores aos do mês anterior, de acordo com pesquisa efetuada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação). No acumulado de 12 meses (maio de 2012 a abril de 2013), a alta atinge 7,96%, percentual maior que os 6,49% da inflação oficial do período (medida pelo IPCA) e que a variação do IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas, de 7,30%. ?De todo modo, ao contrário de um ano atrás, quando a variação do aluguel era muito superior ao IGP-M, agora os dois indicadores caminham bem próximos e a nossa expectativa é de que continuem assim nos próximos meses?, diz Walter Cardoso, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP.

Os imóveis que tiveram as maiores altas em abril foram as unidades de 1 dormitório, que registraram elevações no aluguel da ordem de 1,5%. Já os valores de locação das residências de 2 quartos subiram 0,9% e os das unidades de 3 dormitórios, 0,5%.

No período analisado, o fiador foi a garantia mais utilizada, respondendo por 47% dos contratos de locação. Outro tipo de garantia muito usado foi o depósito de até três aluguéis, mecanismo presente em 32,5% dos imóveis locados. O seguro-fiança foi o instrumento jurídico garantidor de 20,5% das unidades alugadas.

As casas e os sobrados foram locados mais rapidamente do que os apartamentos em abril. Enquanto o primeiro tipo de moradia foi escoado em um período médio entre 13 e 30 dias, os apartamentos tiveram IVL (Índice de Velocidade de Locação), que mede em número de dias quanto tempo se espera até que a assinatura do contrato de aluguel, que oscilou de 18 a 37 dias.

EVOLUÇÃO DO VALOR MÉDIO DE LOCAÇÃO RESIDENCIAL

OBS: Trata-se do comportamento dos preços praticados no fechamento de contrato de aluguel Não se trata de reajuste de contrato vigente. Nunca deverá ser utilizado como índice de reajuste de contrato de locação, e muito menos para despesas de condomínios.

Imóvel pode ter financiamento revisto

da Redação

.     Com base na Lei no 8.692/93, a ministra Maria Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), garante o direito dos proprietários de imóvel de pedir revisão dos contratos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), quando há comprometimento de renda. "Os mutuários que estiverem nessa situação podem renegociar a dívida
Foto: Divulgação


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A Justiça tem concedido liminares, disse advogado
de acordo com seu rendimento atual, conforme o percentual inicialmente acordado que, por lei, não pode ultrapassar 30%", recomendou João Bosco Brito, assessor jurídico da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (Amspa).

Segundo o advogado da entidade, o que vem acontecendo é o mutuário ter o financiamento negado devido à diminuição da renda, pois quando assina o contrato de compra e venda o consumidor não é alertado dos riscos de não ter o financiamento negado pelo banco.

Além disso, muitos acabam perdendo o subsídio do 'Minha Casa Minha Vida', por conta da valorização da propriedade exceder o limite de R$ 190 mil do programa do governo. "Nesses casos, o mutuário pode entrar com ação na esfera judiciária para garantir o financiamento dentro das possibilidades de quando fechou o contrato, com base nessa jurisprudência", acrescentou Brito.

Para ele, é obrigatório por lei ter uma cláusula no documento que estabeleça o valor das prestações conforme o rendimento do consumidor. "No contrato deve conter uma previsão de quanto o mutuário deverá pagar no financiamento, após receber as chaves do imóvel. Essa quantia deve ser no máximo de 30% da composição da renda familiar do comprador", explicou.

O advogado informou que, apesar de situações como essas serem comuns, ainda falta conhecimento do consumidor para fazer valer o que foi acordado. "Aconselhamos o adquirente a procurar a Justiça, para que a correção do valor do imóvel seja feita com base na data pré-estabelecida em contrato, de acordo quando fechou o negócio", disse. "O poder judiciário tem concedido liminares para que o proprietário consiga fazer o financiamento dentro dos limites de sua renda", afirmou.

Outra indicação de João Bosco é, no momento de entrar com ação na Justiça, pedir imediatamente uma liminar para que enquanto forem revistos os valores das prestações, o nome do comprador não seja incluso nos órgãos de proteção ao crédito. "Caso o banco negue a antecipação de tutela, o mutuário deve notificar a instituição financeira de que fará o depósito das parcelas em juízo. A resposta deve ser dada em dez dias. Em caso negativo, cabe retornar com a ação original", ressaltou Brito.

Mais informações no site da Amspa (www.amspa.com.br).

Confira a íntegra da sentença da ministra Maria Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ): www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/21267017/embargos-de-declaracao-no-recurso-especial-edcl-no-resp-409431-ms-2002-0012120-0-stj/inteiro-teor

Vendas de imóveis novos em São Paulo sobem 27,1% no primeiro trimestre de 2013


Shutterstock


Segundo Secovi-SP, resultados de março do mercado de imóveis novos foram "surpreendentes"

Rodrigo Louzas

Pesquisa divulgada na semana passada pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) mostra que as vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo totalizaram 4.087 unidades em março, alta de 83,9% ante os 2.223 imóveis vendidos em igual mês de 2012. A entidade avaliou o resultado da pesquisa como "surpreendente".

Os resultados também foram positivos em relação aos lançamentos de imóveis, que de acordo com a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), atingiram 2.845 unidades, com aumento de 80,35% em relação às 1.578 unidades de igual mês do ano passado.
Com esses resultados, o mercado imobiliário na cidade de São Paulo fechou o primeiro trimestre com 6.862 unidades vendidas, o que representa uma alta de 27,1% se comparado ao resultado de 5.400 imóveis comercializados de janeiro a março de 2012.
Até março, as vendas na Região Metropolitana de São Paulo somaram 11.496 unidades, um crescimento de 18,5% diante dos 9.703 imóveis residenciais de igual período de 2012. Para este ano, ainda está prevista a entrega de 580 mil m² de escritórios.
Apesar dos indicadores positivos, o vice-presidente da área, Emílio Kallas, acredita que o mercado imobiliário ainda corre riscos. "As restrições impostas pela prefeitura à aprovação de projetos são absurdas. Aliando os altos preços dos terrenos às inumeráveis contrapartidas, o setor não vai manter esse ritmo de crescimento", asseverou, completando que para reverter essa perspectiva é necessária a revisão das legislações que regem a produção imobiliária.
 Clique aqui e confira a íntegra da Pesquisa do Mercado Imobiliário do primeiro trimestre de 2013.


Aumenta a procura por usados em São Paulo, afirma administradora de imóveis

Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress
A venda de imóveis usados cresceu 26% no primeiro trimestre deste ano em São Paulo. A alta foi de 6% no mesmo período do ano passado. Os dados são da Lello Imóveis, administradora de imóveis da capital paulista.
A urgência dos compradores pela moradia é um dos fatores que têm estimulado o crescimento do mercado secundário de imóveis.
Parcelamento da entrada é uma vantagem de comprar imóveis na planta
"Os imóveis de terceiros têm a vantagem de serem disponibilizados praticamente no ato para os compradores", destaca Roseli Hernandes, diretora da Lello.
Outro fator é o preço mais em conta que o dos novos.
Ainda segundo levantamento da empresa, na cidade de São Paulo, o metro quadrado de um imóvel usado pode ser de 20% a 50% mais barato que o de um novo na mesma região.
DESCONFIANÇA
A desconfiança quanto ao mercado financeiro e às construtoras é outro fator que aproxima o público dos imóveis usados.
"Os bancos cobram muitas taxas para financiar o imóvel na planta e eu tinha medo porque via muitos casos de atraso na entrega na TV", afirma a aposentada Ruth Oliveira, 70, que comprou um apartamento reformado no centro de São Paulo em 2012.
"Queria algo que eu pudesse comprar e entrar."
Poder ver o imóvel antes do negócio tranquiliza o comprador, de acordo com Roseli Hernandes, da Lello. "Ele sabe exatamente o que está comprando e, por isso, a chance de se arrepender depois é menor", diz.
RETOMADO
Imóveis retomados na Justiça por inadimplência podem ser uma alternativa para quem procura preços mais baixos. O cuidado, no entanto, deve ser redobrado nesses casos.
O problema, afirma a ABMH (Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação), é que, depois de retomar os imóveis, os agentes financeiros não se dão ao trabalho de despejar o morador.
O encargo leva tempo, traz custos e, depois da compra, passa a ser do novo proprietário do local.
Uma precaução recomendada pela entidade é visitar o imóvel. Mesmo uma caixa de papelão no meio da sala pode indicar que ele está ocupado. Se assumir o risco, o ideal é tratar primeiramente com o ex-dono. Caso isso não surta efeito, deve-se levar o caso à Justiça.