quinta-feira, 14 de março de 2013

BNDES: pesquisa estima R$ 3,8 bi em investimentos para 2013

Estudo divulgado na última semana, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), indica que entre 2013 e 2016 haverá investimentos de R$ 3,8 trilhões. O dado é 26% maior do que o registro no quadriênio 2008-2011.
A pesquisa do BNDES não leva em conta apenas os financiamentos feitos pelo banco, mas também consultas feitas a todos os setores produtivos.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, acredita que, além das medidas de incentivo à atividade econômica, o governo está construindo uma matriz econômica nova, que permite essa expansão no investimento.

“Não é só a queda da taxa de juros ou a redução de tributos, é importante enxergar esse novo arcabouço da economia brasileira. Nunca na história tivemos tantos pilares para o crescimento”, avaliou o ministro, durante a 40ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que ocorrer no dia 27 de fevereiro.

Segundo ele, uma conjunção de quatro fatores apontam para um ciclo robusto de crescimento. São eles: consumo de massa, investimentos em habitação, infraestrutura e exportações. O ministro lembrou que, em pesquisa recente com 1.330 empresários de todo o mundo, o país foi apontado como o terceiro lugar no mundo onde pretendem ampliar investimentos nos próximos 12 meses, atrás apenas de China e Estados Unidos.

“Temos convicção de que o ano de 2013 e seus anos subsequentes serão de muito crescimento efetivo na indústria e nos demais setores da economia brasileira”, avalia Pimentel.

Desembolsos

Os desembolsos do BNDES alcançaram a marca de R$ 156 bilhões em 2012, com crescimento de 12% na comparação com o ano anterior. As consultas, com alta de 60%, e as aprovações de novos projetos, que cresceram 58% em relação a 2011, atingiram níveis sem precedentes na história do banco.

Os setores de indústria e de infraestrutura absorveram, juntos, 65% (R$ 100 bilhões em termos absolutos) do total desembolsado pelo banco em 2012. Na infraestrutura, os líderes foram os segmentos de energia elétrica (com R$ 18,9 bilhões desembolsados) e transporte rodoviário (R$ 15,5 bilhões). Química e petroquímica (R$ 8,5 bilhões) e material de transporte (R$ 7 bilhões) foram destaques nas liberações da indústria no ano passado.

Fonte: Secom da Presidência da República

Inflação diminui pela quinta vez seguida em São Paulo

 Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, apresentou a quinta redução consecutiva, ao ficar em 0,06% na primeira prévia de março. O resultado é 0,16 ponto percentual menor do que o apurado no fechamento de fevereiro (0,22%).

A principal influência para o decréscimo foi exercida pelo grupo habitação (de -0,21% para -0,69%). Houve ainda a contribuição do grupo despesas pessoais (de -0,10% para -0,26%) e o efeito da perda de velocidade nas correções em transportes (de 0,84% para 0,69%), saúde ( de 0,58% para 0,53%) e educação (de 0,27% para 0,10%).

Já no grupo alimentação, os preços voltaram a subir com mais intensidade ficando em média 0,49% mais caros, ante uma taxa de 0,34%. O mesmo movimento foi constatado em vestuário (de 0,36% para 0,43%).

Edição: Juliana Andrade

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Inflação em São Paulo recua na 1ª prévia de março, diz Fipe

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou para 0,06% na primeira quadrissemana de março, na comparação com a alta de 0,22% na última semana de fevereiro, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). No mesmo período do mês passado, o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 1,01%.

Entre a última semana de fevereiro e a primeira de março, cinco dos sete grupos de despesa que compõem o índice registraram taxas mais baixas. A deflação em habitação se aprofundou de -0,21% para -0,69%. Variações menores também ocorreram em transporte (de 0,84% para 0,69%), despesas pessoais (de -0,10% para -0,26%), saúde (de 0,58% para 0,53%) e educação (de 0,27% para 0,10%).

Em sentido contrário, houve variações mais altas em alimentação (de 0,34% para 0,49%) e vestuário (de 0,36% para 0,43%).

Na comparação com a mesma semana em fevereiro, também houve desacelerações em cinco de sete classes de despesa: habitação (de 0,36% para -0,69%), alimentação (de 1,53% para 0,49%), despesas pessoais (de 2,05% para -0,26%), saúde (de 0,59% para 0,53%) e educação (de 5,19% para 0,10%).

Variações mais altas foram registradas em transporte (de 0,51% para 0,69%) e vestuário (de -0,34% para 0,43%).

Novos prédios começam a mudar cara do centro

A cara do centro está mudando - e antes mesmo que os planos de revitalização prometidos pelo poder público saiam do papel. Morar no entorno da Praça da República, do Largo do Arouche e do famoso cruzamento das Avenidas Ipiranga e São João agora é "cult", seguro e possível, segundo quem já está lá. Há pelo menos dez empreendimentos em fase de pré-lançamento, construção ou entrega na área. Todos compactos e direcionados a universitários, gays e recém-casados.

A proximidade de linhas de metrô, corredores de ônibus e universidades funciona hoje como o principal chamariz de novos moradores, que sonham em poder trabalhar, estudar ou se divertir sem ter de enfrentar longos deslocamentos no trânsito caótico de São Paulo. Além da mobilidade privilegiada, o crescente conjunto de restaurantes, bares e boates descoladas facilita a vida de quem troca o conforto de bairros residenciais pela agitação do centro.

A retomada de investimentos na área teve início em 2010, depois de o boom imobiliário consumir praticamente todo o potencial construtivo de bairros cobiçados pelo mercado, como Itaim-Bibi, na zona sul. "No centro antigo, ainda há estoque, seja para novos empreendimentos ou reforma de prédios antigos", diz Cláudio Bernardes, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi) de São Paulo.

Nos últimos três anos, foram lançadas no centro 9,7 mil unidades residenciais - mais de 2 mil estão no foco de ações de revitalização prometidas por Prefeitura e Estado. Para se ter uma ideia, a zona norte inteira - cuja área é quase dez vezes maior - ganhou 12,7 mil unidades no período.

A Avenida São João tem atualmente dois lançamentos a poucos metros do Largo do Arouche, considerado nos anos 1950 um dos endereços mais "chiques" da cidade. Nas proximidades da Câmara Municipal, a Rua Santo Antônio é outro endereço em transformação. No ano que vem, deve ganhar 629 apartamentos de 34 m² a 116 m². O Edifício Brasil, na frente do Elevado Costa e Silva, o Minhocão, tem a grife do arquiteto Marcelo Rosenbaum e é uma das apostas do mercado.

"As plantas foram projetadas de acordo com o novo estilo de viver. Oferecem espaços abertos, sem paredes e com terraço. A demanda é essa agora, muito diferente daquela velha ideia de apartamentos gigantes na região central", diz a arquiteta Adriana Benguela, que participa do projeto. "Foi o nosso primeiro trabalho lá, mas com certeza o potencial é enorme."

Por: Adriana Ferraz, estadao.com.br

Parceria em nome das cidades

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Caixa assinaram um Termo de Compromisso que vai reforçar a Iniciativa de Cidades Emergentes e Sustentáveis (ICES), do Banco no Brasil. A parceria prevê apoio técnico e financeiro ao desenvolvimento sustentável de cidades que se destaquem por seu crescimento econômico e demográfico.

A participação da Caixa na iniciativa pretende dar apoio ao processo de crescimento com sustentabilidade e contribuir para a
efetividade das políticas públicas das regiões. Por meio do projeto, será promovida assistência técnica e financeira à
formulação e implementação de um plano de ação para o desenvolvimento sustentável dos municípios.

Este plano de ação será elaborado com base em três dimensões principais: ambiental e de mudança climática; urbana (que
compreende o desenvolvimento urbano integral, a mobilidade, o transporte, o desenvolvimento econômico e social, a competitividade e a segurança); e a fiscal e de governabilidade.

A metodologia permitirá a priorização de temas críticos e o desenvolvimento de soluções com participação dos cidadãos, do
governo e de especialistas em temas de interesse de toda a população. O acordo foi assinado pelo vice-presidente de Governo e
Habitação, José Urbano Duarte, e pela representante do BID no Brasil, Daniela Carrera-Marquis.

A meta é que a ICES seja implementada em quatro cidades-piloto do país até o fim de 2014. A primeira cidade a ser atendida pelo
projeto será João Pessoa, na Paraíba. Os requisitos para a escolha das cidades que participarão da implantação do projeto-piloto foram baseados em premissas de crescimento econômico, população entre 200 mil e dois milhões de habitantes, que caracteriza a cidade como de porte médio, e capacidade institucional do município.

A assinatura do compromisso integra o acordo de cooperação, para a execução de programas e ações que promovam o desenvolvimento socioeconômico, firmado entre a Caixa e o BID durante a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, em junho de 2012.

A ICES aplica uma abordagem multidisciplinar, para lidar com desafios nas cidades emergentes da América Latina e Caribe. O
programa visa integrar a sustentabilidade ambiental e fiscal, o desenvolvimento urbano e a governança, e promover, assim, o apoio a
ações que proporcionem serviços básicos e garantam a proteção ao meio ambiente, bem como níveis adequados de qualidade de vida e emprego. No Brasil, a metodologia foi aplicada cidade de Goiânia (GO). A meta atual é de que 26 cidades da América Latina e Caribe sejam contempladas pela iniciativa até 2015.

SP vai ganhar novos hotéis

Após uma década de estagnação, o setor hoteleiro de São Paulo voltou a
crescer. Doze hotéis devem ser lançados na capital paulista até o fim do
 ano, segundo previsão do Sindicato da Habitação de São Paulo
(Secovi-SP). O número representa 10% dos cerca de 120 hotéis de grande
porte que operam hoje na metrópole. A expectativa do mercado é de que
esse número represente entre 2.500 e 3.500 novos quartos . Os novos
hotéis estão sendo construídos em regiões como a da Paulista, entre o
centro e a zona sul, e a Barra Funda, na zona oeste.

Por: O Estado de São Paulo

quarta-feira, 13 de março de 2013

PPPs e concessões em São Paulo, Rio e Minas somam R$ 70 bilhões

Julio Semeghini: previsão é de que R$ 24 bilhões em PPPs sejam assinados entre 2013 e 2014 no Estado de São Paulo.

Os planos de concessões e de Parcerias Público-Privadas (PPPs) na área de infraestrutura previstos pelos governos do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais somam investimentos de quase R$ 70 bilhões nos próximos anos. Levantamento do Valor nos três Estados aponta que a maior parte é de projetos de mobilidade urbana, com destaque para obras de metrô. E nos Estados, ao contrário do que ocorre no governo federal, as PPPs são o modelo preferido - representam cerca de 90% dos projetos.

Enquanto São Paulo e Minas têm uma extensa lista de projetos que inclui ainda repassar a administração de aeroportos para a iniciativa privada e de realizar concessões de rodovias estaduais, o Rio tem apenas um projeto de metrô e outro para concessão de rodovias e não planeja no momento, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Casa Civil, contar com o aporte de empresas em outros projetos de infraestrutura.

São Paulo concentra o maior número de projetos. O Conselho Gestor de PPPs do Estado prevê duas obras de metrô, uma de monotrilho e uma rede de trens entre cidades que, juntas, somam R$ 37 bilhões de investimentos. Outras áreas com PPPs desenhadas são habitação (20 mil moradias no centro de São Paulo a um valor de R$ 4,6 bilhões), saúde (quatro hospitais e uma fábrica de medicamentos) e saneamento (R$ 2,5 bilhões), entre outras com menores valores envolvidos. A previsão do secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Julio Semeghini, é que R$ 24 bilhões em PPPs sejam assinados entre 2013 e 2014.

Do total de R$ 49 bilhões em PPPs desenhadas pelo Estado de São Paulo, dois editais (R$ 9,6 bilhões) foram publicados, três encerraram a fase de consultas públicas (R$ 1,4 bilhão) e dois estão com a modelagem aprovada pelo conselho das PPPs (R$ 7,6 bilhões), enquanto os demais estão sendo estruturados.

Semeghini, também vice-presidente do conselho gestor das PPPs em São Paulo, diz que há um ambiente mais favorável ao aumento das parcerias entre Estado e iniciativa privada, que não está presente apenas em São Paulo. Conjugam-se para formar esse ambiente tanto o aumento do limite de endividamento dos Estados, como a oferta de novas linhas de financiamento (além dos tradicionais, como BNDES, Banco Mundial (Bird) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e o próprio aperfeiçoamento público e privado no desenho de bons projetos. "Sentimos um aumento do interesse tanto de bancos privados, como de investidores estrangeiros", diz ele.


No setor rodoviário, a previsão do governo paulista é de conceder o trecho de 60 quilômetros da Tamoios que está sendo duplicado no litoral norte paulista. Já o trecho norte do Rodoanel, que tem obras previstas para começar neste mês e terminar em fevereiro de 2015 também deve ser concedido para a iniciativa privada, como ocorreu com os outros trechos. A parte leste do contorno rodoviário, que tem 44 quilômetros de extensão como o trecho norte, é operada pela SPMar que deve investir R$ 5,4 bilhões em 35 anos e tem sete pedágios.

Em Minas Gerais, a Unidade Central de PPPs estima R$ 12 bilhões de investimentos nos próximos dois anos. Entre eles está a construção e operação do metrô de Belo Horizonte. A linha atual será estendida e serão construídas duas novas, fazendo com que a rede passe de 22 quilômetros para 38 quilômetros. O número de passageiros transportados deve saltar de 200 mil para 1 milhão por dia. O investimento total previsto é de R$ 3,2 bilhões, sendo que R$ 1,4 bilhão serão desembolsados pela iniciativa privada. O edital deve ser divulgado ainda no primeiro semestre de 2013.

Outro projeto de mobilidade prevê três ramais de trens regionais de passageiros na região metropolitana de Belo Horizonte, ligando 23 municípios. O investimento previsto é de R$ 2,5 bilhões e o número de pessoas que devem ser transportadas chega a 120 mil passageiros por dia. Já o arco metropolitano norte de Belo Horizonte, prevê investimento de R$ 4 bilhões ao longo de 30 anos. Somente a construção dos 62 quilômetros de rodovia vai demandar R$ 2,5 bilhões. Outros projetos em estudo são a concessão de 15 aeroportos regionais para a iniciativa privada.

No setor rodoviário, Minas é um dos Estados que possuem maior malha de estradas estaduais. Um estudo apontou que dos 7 mil quilômetros, 5,5 mil quilômetros poderiam ser concedidos ou administrados via PPPs. "Ao todo, 63 empresas participaram dos estudos. Apesar da grande malha, o tráfego das rodovias é pequeno. O desafio agora é desenvolver um modelo que seja interessante para as empresas", diz o subsecretário de regulação de transportes da Secretaria de Transportes e Obras Públicas de Minas, Diogo Prosdocimi.

No Rio de Janeiro, o Conselho Gestor de PPPs possui apenas um projeto de infraestrutura no portfólio. O órgão prevê a construção da linha 3 do metrô do Rio, que vai integrar os municípios de Niterói e São Gonçalo, com 22 quilômetros de extensão. Os investimentos previstos (construção e operação) totalizam cerca de R$ 3 bilhões. A demanda estimada é de 600 mil passageiros por dia.

Já o Departamento de Estrada e Rodagem (DER) prevê que a iniciativa privada faça intervenções e opere trechos da RJ-104, RJ-106 e do contorno Nova Friburgo/Bom Jardim. Os investimentos previstos em estudo inicial chegam a R$ 1,7 bilhão. O edital deve ser lançado neste ano. Ao contrário de São Paulo e Minas, o arco metropolitano que está sendo construído no Rio para desafogar as avenidas da cidade ainda não tem previsão de ser concedido para a iniciativa privada, segundo informações da Secretaria de Estado de Obras do Rio. (Colaborou Denise Neumann, de São Paulo).

Por: Guilherme Soares Dias | de São Paulo